quarta-feira, 15 de maio de 2019

A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba

No texto de hoje (que é mais voltado para o público feminino) trago uma breve reflexão a respeito da beleza exterior, já que ela é em nossos dias uma das coisas demasiadamente desejada por quase todas as pessoas do mundo, tanto homens como mulheres, mas especialmente pelas mulheres.

Milhares de mulheres em todo o mundo não medem gastos quando se trata de beleza. A insatisfação de muitas mulheres com o seu corpo e sua a aparência exterior as fazem gastar rios de dinheiro com cirurgias estéticas perigosas, lipoaspiração e produtos caros de beleza. Tudo isso é para se alcançar um nível elevado de beleza, beleza essa que um dia, certamente, desvanecerá.

As revistas e a mídia com suas propagandas enganosas implantaram na mente das mulheres que existe um padrão de beleza definido, fazendo assim com que muitas mulheres que não se encaixam nos padrões estabelecidos se sintam feias e inferiores. Por causa disso muitas mulheres se entristecem, outras chegam a entrar em depressão por não se sentirem bonitas ou dentro dos padrões de beleza impostos; e muitas outras põem a vida em risco somente para mudar a aparência.

No entanto, por mais que as pessoas façam de tudo para ficarem mais belas e atraentes, elas jamais poderão conter a força do tempo e da morte que darão fim a toda essa beleza externa. Cuidar da aparência - com bom senso, é claro - não é errado, porém muitos estão exagerando e cultuando o próprio corpo, valorizando-o mais do que qualquer outra coisa nesse mundo.

Atualmente fala-se muito em elevar a autoestima das mulheres, porque é isso que todas desejam. E é pensando nisso que as indústrias da moda e da beleza investem cada vez mais em produtos e roupas e também em propagandas para chamar atenção para seus produtos. Isso leva algumas mulheres a acreditar que o uso de tais produtos as fará mais bonitas e atraentes, resultando assim na elevação da sua autoestima. Mas a verdade não revelada é que isso é só para fazê-las comprar, gastar dinheiro! As indústrias não fazem isso porque estão de fato interessadas em ver a felicidade e o bem-estar das mulheres, mas sim porque estão interessadas nos lucros que obterão por meio disso. Essa é a verdade.

Deixe-me agora citar uma frase bem interessante do pastor Paul Washer e que nos leva a reflexão. Em uma de suas pregações ele disse algo sobre autoestima:

 "Você não precisa de autoestima, você precisa de conhecimento de Deus. Na verdade longe de Cristo você não deve ter nenhuma autoestima."

Isso é duro de ouvir, mas é a verdade, porque de fato não faz sentido ter autoestima longe de Cristo, pois a condenação para aqueles que não se arrependem dos seus pecados é certa, e não haverá ninguém bonito no inferno. Como disse o sábio Salomão: tudo é vaidade. A beleza exterior não é cartão de entrada para céu. Aqui na terra a beleza física pode abrir portas para algumas pessoas, mas não abre a porta do céu. Lembre-se disso: a nossa vida não se resume apenas a esse mundo.

Agora vamos à beleza que Deus exalta. Em Provérbios 31.30 diz o seguinte:

 “A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será elogiada” .

 Como se percebe claramente, a beleza que Deus estima é bem diferente da beleza que o mundo valoriza. O mundo julga pela aparência, como se a aparência exterior fosse o espelho do que a pessoa realmente é por dentro. O mundo olha para a ilusão da beleza exterior, já Deus preza o interior: “porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Samuel 16.7).

 A beleza de uma mulher que faz profissão de servir a Deus não está nas suas joias ou nas vestes ou nos enfeites, mas sim no “ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (1 Pedro 3.4).

Sim, é essa a beleza que Deus preza em uma mulher. A beleza refletida em um espírito dócil e tranquilo. É a beleza que se exterioriza através da humildade, da mansidão, do amor, temor a Deus e obediência a Sua Palavra. Essa é a beleza que Deus preza em suas filhas, e é a beleza que devemos almejar. A beleza exterior é importante, mas as qualidades internas - frutos de alguém regenerado - são muito mais importantes que a beleza exterior aos olhos do nosso Criador.

A formosura e a beleza exterior acabam com o tempo, mas beleza que não acaba é aquela que está dentro de nós, aquela beleza gerada pelo Espírito Santo que habita nos filhos de Deus. Essa beleza diferente da beleza física resistira eternamente nas filhas de Deus.

 “A beleza da mulher cristã, está no seu sorriso, essência, caráter, prudência, virtudes, e o quão ama a Deus sobre todas as coisas. Não em seu corpo, sensualidade ou quão bela seja. Quando investimos na beleza interior, a exterior é só um detalhe”.
-Diego C.A

Lembrando que você pode e deve cuidar da sua aparência física e da sua imagem, mas antes de tudo, TEMA a Deus. Diferente de nós, Deus não se encanta com beleza física de mulher nenhuma, mas Ele louva a mulher que O TEME.

“A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será elogiada”. (PV 31.30, NTLH)


Priscila Gomes

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Não estejais inquietos com coisa alguma

Ana, certamente, é uma das mulheres mais admiradas da Bíblia por causa de sua fé inabalável e confiança em Deus. Conforme o relato bíblico, ela não podia gerar filhos, pois o Senhor fechara-lhe a madre (1 Sam. 1.7).

Ana, diariamente, tinha de conviver com o embaraço e a tristeza causada por não poder gerar filhos. Naquele tempo, a glória de uma mulher estava em ela poder gerar filhos; a mulher estéril naquele tempo era vista como uma amaldiçoada por Deus.

Além da tristeza profunda por não poder gerar, Ana tinha de suportar continuamente as excessivas afrontas de sua insensível competidora, Penina. Talvez, o ciúme tenha sido a causa que levara Penina aborrecer Ana. Ambas eram esposas de um homem piedoso chamado Elcana, no entanto, a esposa a quem Elcana amava era Ana.

Por mais que Ana não pudesse gerar, ainda assim era muito amada e estimada por seu esposo (1 Sam. 1.8), mas, nada obstante, nem mesmo isso a fez desistir de querer um filho. Ana, por ser estéril, sabia perfeitamente que só Deus poderia dar-lhe o que sua alma tanto almejava. Sabendo disso ela pôs-se a orar perseverantemente, derramando a sua alma diante de Deus, e a perseverança dela fez com que Deus concedesse o desejo do seu coração (1 Sam. 1.19).

Deus é soberano, e em tudo Ele tem um propósito. Não foi o acaso que fez Ana ser estéril, ao contrário, foi o próprio Deus que cerrou a sua madre para que não pudesse engravidar. Mas Ele fez isso porque tinha um propósito e no momento certo Ele manifestaria Seu poder. Ana, talvez, não sabia o porquê fora impedida de engravidar, Mesmo assim, não lemos nas Escrituras que ela murmurou ou ficou com raiva, pelo contrário, lemos que ela orou incessantemente. Lançando aos pés do Senhor as suas ansiedades, ela se acalmou e confiou na soberania de Deus.

Que exemplo para nós! Quantas lições valiosas podemos extrair dessa verídica história. A oração pode simplesmente mudar a nossa vida. Deus responde a oração dos seus preciosos eleitos, a qual Ele escolheu soberanamente antes da fundação do mundo. A Bíblia deixa claro que Deus é bom para os seus filhos (Mateus 7. 7-1). Mesmo quando Ele nos responde com o ''não'' é para o nosso próprio bem. Como disse o escritor, C.S. Lewis: 

''Se Deus tivesse concedido todas as orações tolas que eu fiz na minha vida, onde eu estaria agora?''

 Devemos louvar e agradecer a Deus até mesmo quando recebemos d’Ele um ''não'', pois sendo Ele o nosso Criador, sabe, mais do que nós mesmos, o que é bom para nós. Um pai que faz todas as vontades do filho não é um bom pai, pois deixa de ensinar a esse filho que nem tudo o ele que quer é bom ou necessário, fazendo assim com que ele se torne  uma pessoa mimada e com sérias dificuldades de aceitar um ''não''.

O fato de sermos cristãos não nos isenta das aflições e das dificuldades da vida. Temos de fato, como todas as demais pessoas, problemas em áreas específicas de nossas vidas, porém, o que nos diferencia é o nosso temor e inabalável confiança em Deus para nos ajudar e para suprir todas as nossas necessidades.

Nesse tempo difícil em que estamos vivendo, há múltiplas coisas que inquietam a nossa alma, nos fazendo ficar preocupados e inseguros. Todavia, Paulo diz: 

"Não estejais inquietos com coisa alguma antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ações de graças" (Fp 4.6).

Se tivermos problemas difíceis que nos afligem e inquietam, devemos torná-los conhecidos a Deus por meio da oração, assim como fez Ana. A oração é uma das nossas armas e não podemos jamais deixá-la de lado. Dependemos dela.

Após ter derramado sua alma diante de Deus, Ana, que até então não comia e nem bebia devido à tamanha tristeza, inquietação e desgosto por ser infértil, foi alcançada pela indescritível paz de Deus, de modo que até a tristeza fugiu dela (1 Sam 1. 18).

É isso que acontece com os filhos de Deus quando derramam sua alma diante dEle, eles são alcançados pela paz  Deus (Fp 4.7), pois compreendem que, seja qual for Sua resposta, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28).

Priscila Gomes

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Só existe um Deus


''Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor'' (Deuteronômio 6.4) 

O versículo supracitado nos ensina uma verdade absoluta: O SENHOR é o único Deus verdadeiro; e não existe nenhum outro além d'Ele. A Escritura Sagrada é categórica ao afirmar que só há um Deus e que fora d'Ele não há Salvador: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador” (Isaías 43.11).

Fora dEle só existem ídolos. Ídolos feitos por mãos de homens que rejeitam o conhecimento do Deus Verdadeiro e criaram para si deuses conforme a imaginação do seu mau coração. Todavia, tais deuses são completamente destituídos de poder e vontade, e além do mais, não possuem em si mesmos quaisquer atributos e nem mesmo capacidade alguma de executar o que desejam, pois não tem vida em si mesmos. (Salmos 115. 4.5; Salmos 135.16).

''Pode o homem mortal fazer seus próprios deuses? Sim, mas estes não seriam, deuses'' (Jeremias 16.20)

Aos que depositam sua confiança em ídolos, o Senhor diz:

''Sejam como eles quem os fabrica e todos os que neles depositam sua confiança!''(Salmos 115.8) .

Segundo o comentário de Arthur. W.Pink, em seu livro Os Atributos de Deus “Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não pode ser Deus”.

Um ser em quem não há onisciência, onipresença, poder, majestade, glória, eternidade, além de não possuir a capacidade de falar, de ouvir, de locomover-se por si só, não pode ser chamado Deus. É inegável que há no mundo uma variedade incalculável de ídolos, todavia, nenhum deles é Deus. Nenhum deles pode salvar e dar a vida eterna ao homem.

“Assim diz o Senhor, o Rei de Israel e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaías 44.6)

“...Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus e não há outro” (Isaías 45. 21,22).

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Isaías 46.9).

Está mais do que claro que só existe um Deus verdadeiro. A igreja de Cristo crê firmemente que só existe um Deus, o Pai Todo Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis (Cl 1.16). Deus, em Sua soberania, optou por se revelar a nós através das Escrituras, é nesse Deus revelado nas Escrituras que a igreja crê. O Deus que a Bíblia revela, o Supremo Criador de todas as coisas, é um Ser singular e infinito; Ele é um ser incriado, isso quer dizer que não foi criado por ninguém! Ele é eterno, jamais teve início e jamais terá fim. Ele existe por Si mesmo (Jo 5.26); Ele é o Alfa e o Omega, o Princípio e o Fim (Ap 1.8).

Sobre Deus, a Confissão de fé de Westminster afirma:

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membro ou paixões; é imutável, imenso e eterno, incompreensível - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro, remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá o inocente como culpado''  (Deut. 6:4; ICo 8.4; I Tess. 1.9; Jer 10.10; Jó 11.79; Jó 26.14; Jo 6.24; ITm 1.17; Det 4.15-16; Lc 24,39; At 14.11, 15; Tg 1.17; IReis 8.27; Sl 92.2;; Sl 145.3; Gn 17.1; Rm 16.27; Is 6.3; Sl 115.3; Ex 3.14; Ef 1.11; Pv 16.4; Rm 11.36; Ap 4.11; 1Jo 4.8; Ex 36.6-7; Hb 11.6; Ne 9.32-33; Sl 5.5-6; Naum 1.2-3).

É nisso que cremos e professamos.

Priscila Gomes

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Nossos pecados não alteram o amor de Deus

Deus tinha todos os motivos justos para rejeitar por completo o povo de Israel. Povo esse extremamente rebelde, obstinado, soberbo, ingrato, de duro coração, idólatra e que se portava de maneira infiel, quebrando constantemente sua aliança com Deus. Esse povo tinha tudo para ser um grande exemplo de povo de Deus para todas as nações da terra. Porém, seguindo a vaidade do seu coração, fracassaram nesse intento. Pode-se afirmar convictamente que se não fosse pela infinita graça de Deus, Israel hoje não existiria.

Ao longo de todo o Antigo Testamento o grande amor, fidelidade e paciência de Deus para com seu povo - Israel - são percebidas. Ao invés de permitir que o terrível ardor da Sua Santa ira consumisse de todo Israel, devido à multidão dos seus pecados, Deus sempre buscava reconcilia-los consigo novamente, mandando seus santos profetas com mensagens de repreensão para tocá-los, na tentativa de levá-los ao arrependimento e fazê-los tornar à comunhão. Todavia, a imensa impiedade e destemor entranhados no coração daquele povo o levaram a rejeitar as oportunidades de reconciliação oferecidas por Deus. No auge da maldade, como se não bastassem tantos pecados, acrescentavam mais ainda assassinando sem misericórdia os portadores das boas novas Divina.

Israel chegou a fazer pior do que as nações a qual Deus havia destruído devido as grandes abominações que praticavam (2 Reis 21.9). Deus não era tolerante com o pecado, pelo contrário, castigava aqueles que deliberadamente transgrediam a sua lei. Quando o pecado chegou a níveis extremos Ele entregou o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os levaram para a Babilônia e lá ficaram cativos por setenta anos, segundo profetizara o profeta Jeremias (Cf. Jr 25).

Contudo, por ser perdoador, clemente, misericordioso, tardio em irar-se e grande em beneficência (Ne 9.17), Ele não rejeitou e nem abandonou seu povo a quem elegera desde o princípio. Não fosse a imensidão das misericórdias e bondade de Deus, decerto, Israel seria um povo extinto.

Deus amou um povo indigno, que não merecia nem de longe o seu terno amor, pois era um povo teimoso que insistia em andar por um caminho que não era bom, seguindo suas próprias inclinações (Is 65.2). Mas ainda assim Ele amou. Amou de uma forma soberana, imutável e espontânea. Uma multidão de pecados não alterou o amor que Deus tinha pelo seu povo, pelo contrário, o amor de Deus para com Israel permaneceu firme como uma rocha.

A igreja do Novo Testamento é o povo de Deus. É a noiva de Cristo que um dia estará com Ele. Somos o povo Eleito de Deus (1Pd 2.9), mas o que levou Deus a escolher-nos? Nossa bondade e justiça? Na verdade não, pois somos mal por natureza, de forma que não temos bondade e nem justiça própria. À parte de Cristo somos apenas corpos vivos, porém, mortos (espiritualmente falando). De fato não existe absolutamente nada bom em nós que tenha atraído o amor de Deus. Se somos amados é por graça (Ef 2.8); somos escolhidos por graça; regenerados por graça; adotados e justificados por graça. É graça do começo ao fim.

É por causa da misericórdia de Deus que ainda pisamos este chão. Podemos soberbamente pensar que somos melhores do que o povo de Israel, imaginando em nosso coração que não cometeríamos os mesmos pecados que eles cometeram. Engano nosso, pois somos igualmente pecadores e sujeitos a praticarmos os mesmos tipos de pecados. Quantas vezes murmuramos e fugimos da perfeita vontade de Deus tal como Israel? Quantas vezes achamos que sabemos melhor do que Deus e, na nossa tolice, seguimos o nosso próprio caminho rumo à ruína e perdição? Quantas vezes endurecemos o nosso coração e nos portamos como uma criança mimada e desobediente ao papai e a mamãe? Mas Deus é longânimo, paciente, rico em graça e como um excelente pai corrige-nos a fim de nos colocar no eixo e não permitir que sejamos condenados com o mundo (1Co 11.32). 

Não obstante sermos infiel às vezes, Deus, como não pode negar-se a Si mesmo (2 Tm 2.13), permanece fiel.  Somos filhos de Deus, mas reconhecemos que somos pecadores enquanto estamos nesse corpo e mundo caído. O que nos conforta é saber que Cristo nos justificou, e uma vez justificados por Cristo jamais cairemos desse estado de justificação e, independente dos nossos pecados, o amor de Deus por nós permanece imutável e inabalável.

Temos a plena certeza de que chegaremos seguramente ao céu porque a nossa fé se encontra arraigada em Cristo e Ele é o nosso firme Guia. Se dependêssemos das nossas próprias ''boas'' obras para podermos entrar no céu, então sim, estaríamos perdidos. Mas aí é que está! Nossa salvação não depende de nós mesmos, mas sim de Cristo - dos méritos dEle, das obras dEle! Se a nossa salvação está nas mãos de Cristo, então, certamente, não nos perderemos jamais, pois  Ele mesmo declarou que ninguém pode nos arrebatar das Suas mãos (Jo 10.28).

Somos amados, apesar de sermos falhos e pecadores. Lembre-se disso: nenhum pai deixa de amar o filho por ter cometido alguma falha. Se um pai terreno nunca deixa de amar seu filho por causa de alguma imperfeição, quanto mais Deus deixará de amar seus eleitos. A despeito dos nossos erros, seu amor por nós permanece intacto; Ele nos ama e sempre nos amará e a prova disso é que quando errarmos Ele nos corrigirá, ainda que severamente.

Tema a Deus!

Louvado para sempre seja o nosso Deus por causa da sobre-excelente grandeza do seu amor e graça para conosco, seus eleitos.

-Priscila Gomes

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Deus o Estilista


Falar de como deve ser o padrão de vestimenta de uma mulher cristã gera discussão e muita polemica. Sei disso porque há alguns anos atrás escrevi um texto intitulado ''Cuidado com o que você veste''Nesse texto eu foquei mais nas roupas que uma mulher cristã não deveria de forma alguma usar e isso gerou muitos comentários; algumas mulheres não gostaram nada do que foi abordado no texto, pois atingiu um dos seus pontos fracos.

Fato é que uma das coisas que mais predomina na nossa cultura hoje é a moda. Muitos estilistas do tempo presente não são guiados pela santa Palavra de Deus, portanto, se não são guiados pela palavra de Deus eles não se preocuparão em criar roupas modestas. Nesse tempo moderno em que vivemos a grande parte das mulheres não tem se preocupado em cobrir o corpo; pelo contrário, elas querem é despir-se cada vez mais! E alguns estilistas têm contribuído com isso criando roupas cada vez mais curtas, de forma a fazer com que tais mulheres se sintam cada vez mais à vontade e... peladas! Isso é triste, porque não é do agrado de Deus que o nosso corpo seja exposto dessa forma desonrosa. Quando escrevi o texto que mencionei acima, fui recebendo ao longo do tempo diversos comentários de mulheres que se denominam cristãs, mas dizem não ver problemas em usar roupas curtas - estranho, não é? Cansei de ouvir a frase: ''roupas não salvam; roupas não definem caráter''. Sei que não, mas quem é cristã sabe se vestir de forma adequada. Isso é fato!

Em 1 Timóteo 2.9, o Apóstolo Paulo ordena que Timóteo exorte as mulheres a se vestirem com pudor e modéstia. Note que ele não especifica qual deve ser a roupa da mulher: saia, calças, vestidos. Podemos usar saia, calça ou vestido, no entanto, tais vestes devem ser modestas e decentes, e não devem de forma alguma chamar atenção para o nosso corpo. A palavra modéstia se for pesquisar possui diversos significados. Um dos significados dessa palavra é ausência de vaidade. Outra definição é: que não se importa com luxo e nem ostentações.

É inconcebível que uma mulher que professa ser cristã se vista de maneira desapropriada, com roupas indecentes que chamem atenção para partes do seu corpo. Muitas mulheres não entendem que nós somos diferentes dos homens. Os homens são atraídos pelo que veem. Quando uma mulher desfila na rua com uma roupa sensual e muito apegada em seu corpo, quantos homens quase não quebram o pescoço para vê-la? Isso aceite ou não, é pecado! E pior que muitas que se dizem cristãs andam da mesma forma na rua chamando a atenção dos homens pelo modo como está vestida. Cadê a pureza? A pureza de uma mulher cristã se expressa em modéstia.

É por isso que hoje quero indicar um excelente livro que fala com muita clareza sobre a modéstia cristã-tudo com embasamento bíblico. O título do livro é ‘’Deus o Estilista’’. Esse livro aborda especialmente a respeito das vestes femininas, mas isso não significa que os homens não possam lê-lo.

O autor, Jeff Pollard, através desse livro ensina que nossa vestimenta deve ser coerente com a nossa confissão de fé; um(a) cristão(a) que teme e ama a Deus jamais se vestirá de forma indecente, segundo os padrões desse mundo que jaz no maligno. Tenho certeza que esse texto e esse livro vão incomodar as feministas de plantão que resolverem dar uma lidinha; porque falar sobre vestes e sobre o que uma mulher deve ou não vestir é como cutucar um formigueiro e cutucar a onça com vara curta! Mas tudo bem. O autor não se preocupa em agradar, mas sim em ensinar qual é o padrão de Deus em relação às nossas vestimentas.

O livro aborda algumas questões do tipo: Posso usar todas as roupas da moda? Mulheres cristãs podem ou não usar biquínis? O autor é radical e polêmico, podendo até soar legalista, mas ele não o é. Procure e leia esse livro, garanto que será uma leitura edificante e contribuirá bastante em sua vida cristã. O livro tem apenas 78 páginas, a leitura é fácil e o conteúdo é bem rico. Ouso dizer que você não vai se arrepender!

Segue abaixo a sinopse do livro:

"Em 1 João 2.15 está escrito que não podemos amar o mundo e nem as coisas que há nele. Muitas roupas são do padrão mundano, fazendo com que haja concupiscência e orgulho, além da sensualidade. Porém, muitas vezes os cristãos nem sempre tem essa visão. Porque as pessoas do mundo são mais sinceras ao assumir estes padrões do que uma cristã? O livro mostra o comportamento da igreja diante do padrão secular e o padrão do Senhor".

CARACTERÍSTICAS
Título: Deus o Estilista
Autor: Jeff Pollard
Editora: Fiel
Páginas: 78







Algumas frases do livro:

"As vestes da mulher verdadeiramente cristã não dirão: "Sexo! Orgulho! Dinheiro!" E sim: Pureza, humildade, moderação".

"Na virada do século, o que era nudez e lascívia na cidade tornou-se, repentinamente, justificável na praia"

"A nudez que era inaceitável nas ruas da cidade, tornou-se, literalmente, a última moda na praia"

"Se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas" 


Priscila Gomes

terça-feira, 31 de julho de 2018

O cristão está livre de sofrimentos?

Diferentemente do que a maioria do mundo pensa, o crente em Jesus pode sim vir a sofrer. Jesus foi bem categórico ao declarar que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). Mas ao contrário de Jesus, os pregadores da teologia da prosperidade insistem em ressaltar que os cristãos não podem sofrer de forma alguma - não podem ser acometidos por doenças, não podem ser pobres, ao contrário, tem de ser prósperos (materialmente falando) e ir bem em tudo. No entanto, não é isso o que as Escrituras ensinam. Deveras, o sofrimento é algo comum a todos os homens e ninguém está livre dele, nem mesmo o servo mais fiel e temente a Deus, isso percebe-se através das Sagradas Escrituras, que não deixa de relatar as grandes tribulações e até mesmo as mortes que alguns dos servos de Deus tiveram de padecer.

O motivo para a existência do mal e do sofrimento encontra-se na Queda. No princípio, Deus criou o homem e o mundo perfeito, porém, o homem, escolhendo o caminho da desobediência, preferiu desobedecer à ordem do Criador e, como consequência da sua desobediência, a dor, a tristeza,  a maldição e a morte introduziram-se no mundo (Gn 3.16-19). A Bíblia diz: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). A partir da Queda, o homem sofreu um processo contínuo de degeneração.

Logo nos primeiros capítulos da Bíblia (Gn 4) nos deparamos com o primeiro homicídio - Caim matando Abel, seu próprio irmão; e nos capítulos que se seguem, vemos o quanto a corrupção humana chegou a elevados níveis, a ponto de Deus ter de destruir o mundo pelo dilúvio, visto tamanha maldade no coração do homem.

A maldade existente no coração do homem o leva a praticar ações que fazem mal a si próprio e aos seus semelhantes também. Mas, além disso, há outras coisas, decorrentes da queda, que assaltam a todos nós, uma delas são as doenças. Antes de pecar, Adão e sua esposa, gozavam de perfeita saúde, todavia com a Queda, eles enfermaram no corpo, na alma e no espírito, é claro, isso passou também a nós. As doenças e enfermidades são consequências da Queda do homem. Até mesmo os crentes estão sujeitos às doenças como: depressão, doenças psicossomáticas, pressão alta, diabetes, insônia, e outras mais graves. Infelizmente muitos não aceitando isso, acabam questionando a Deus, como se Ele fosse o responsável pelo mal. Em meio à dor, muitos acabam se irando e se afastando da presença do Pai, deixando assim de confiar nEle. Eles esquecem-se de que não estamos imunes às enfermidades e de que somos pó e que um dia retornaremos ao pó.

Dirigindo-me aos cristãos, quando a doença chegar, não podemos jamais nos entregar ao desespero, mas sim confiar em Deus e na sua soberania, tendo sempre em mente que Ele vê o nosso sofrer e age sempre segundo o beneplácito da Sua vontade, visando o nosso bem.

Vale ressaltar que muitos sofrem como consequência de seus próprios atos imprudentes. Por exemplo: se eu desobedecer às leis de trânsito, corro o risco de sofrer um grave acidente que, se não me matar, pode me deixar inválido para o resto da vida; se tenho péssimos hábitos alimentares, meu corpo no futuro sofrerá com as consequências disso. Em Gálatas 6.7 afirma que "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará". Essa é a lei da semeadura, e ela se aplica a todos, cristãos ou não.

Os cristãos também enfrentam ataques por parte do diabo e seus demônios. Ele anda ao nosso derredor bramando como leão buscando nos devorar (1 Pedro 5.8). Estamos constantemente diante de uma batalha espiritual contra Satanás, lutando com as armas da nossa milícia, armas essas que não são carnais, mas espirituais e "poderosas em Deus para a destruição das fortalezas" (2 Co 10.4). Devemos nos alegrar em Deus, pois se o Diabo nos persegue, é sinal de que somos fieis discípulos de Cristo e estamos agradando a Deus, incomodando assim o adversário por causa da nossa fidelidade ao Senhor. Bem disse o nosso Salvador: ''Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim perseguiram, também vos perseguirão a vós'' (Jo 15.20).

Martinho Lutero disse: ''Deram ao nosso Mestre uma coroa de espinhos. Por que esperaríamos uma coroa de rosas?''

Não obstante do que as Sagradas Escrituras ensinam, muitos ainda insistem em afirmar que os filhos de Deus não podem padecer, mas isso não é verdade. O fato de sermos cristãos não nos livra de nenhuma tribulação terrena, seja ela de ordem física, econômica ou natural. Portanto, não se deixe ludibriar por falsos pregadores da Prosperidade e da Confissão Positiva que insistentemente dizem que o crente não pode sofrer. Se Jesus sofreu, quanto mais nós, seus seguidores. 

O novo nascimento na vida do cristão faz dele uma nova criatura em Cristo Jesus (2 Cor. 5.17), entretanto, ele ainda é um pecador; embora termos nascido de novo, o nosso corpo mortal ainda não foi transformado, e é por isso que sofremos e gememos (vide, Rm 20-23). Porém, quando Cristo vier e glorificar o nosso corpo mortal, aí sim nenhum mal nunca mais o poderá assolar.

Deus soberanamente pode usar o sofrimento na vida de um servo Seu como um meio para fazê-lo crescer e amadurecer espiritualmente. Assim como o ouro é provado no fogo, da mesma forma Deus prova os seus com o objetivo de aperfeiçoa-los e torna-los cada vez mais maduros e mais parecidos com Seu Filho. Lembremo-nos de que não fomos chamados apenas para sermos felizes nesta terra, mas também para compartilharmos dos sofrimentos de Cristo. "Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas". (1 Pedro 2. 21). Deus simplesmente pode usar o sofrimento para testar a veracidade da nossa fé nEle ( Tg 1.3).

Os filhos de Deus devem sempre confiar e descansar na soberania de Deus, pois o Seu olhar onisciente está a contemplar os seus eleitos e jamais os abandonará nas angustias e em meio às circunstâncias desfavoráveis da nossa jornada. 

"Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos atentos às suas orações" 
(1 Pedro 3.12).

 O cristão que de fato põe a sua fé e esperança em Deus, mesmo diante do sofrimento e das lutas de cada dia, desfruta da paz interior e da alegria que provém do Espírito Santo, já que tem comunhão com Ele e acredita resolutamente na palavra que diz: "E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". (Romanos 8.28). 

Priscila Gomes

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Firmes, Constantes e Abundantes



Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Coríntios 15:58 

Paz e Graça!

Quero falar para você os pilares fundamentais para uma vida cristã. Aceitar a Cristo tem seus desafios e constantemente estamos vulneráveis ao pensamento de desistência.Paulo nos revela um segredo importante para continuar e não parar.

Ser firme é essencial para uma vida cristã de sucesso, as palavras “determinação”, “decisão”, “persistência” e “confiança” são sinônimos da palavra “firme”, logo, ter firmeza é estar determinado(a) a continuar; tomar decisão de prosseguir; ser persistente em acreditar e ter confiança que aquele que começou a boa obra é fiel para termina-la.

A bíblia diz: “Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.” Salmos 125

Ser firme está ligado totalmente a confiança em Deus, se em alguma ocasião pensamos em parar, isto significa que perdemos a confiança, quer dizer que não acreditamos mais.
Jesus disse a Pedro que ele seria como um fragmento de rocha, e que a igreja iria ser edificada através dele, a atitude de negar a Cristo leva Pedro a desacreditar de tudo que Jesus tinha dito. Quando Jesus encontra com os discípulos após uma noite inteira pescando, o mestre faz a seguinte pergunta para Pedro: “Tu me amas?”, após a terceira vez Pedro começa a chorar, porque ele sabia que o sentimento dele por Jesus tinha mudado, mas Jesus ainda acreditava em Pedro, porque o amor tudo crer conforme 1 Coríntios 13, Jesus ainda continua acreditando em você, seja firme!

Outro pilar fundamental é ter constância, isso significa que independente do que aconteça não desistir é fundamental. Vejo muitos dizendo que estão em busca da santidade, isso passa uma ideia que ainda estamos debaixo do poder do pecado, você e eu somos santos lutando contra o pecado, e não pecadores lutando para ser santo. O novo nascimento em Cristo nos santifica, proporcionando a nós sermos novas criaturas, eu e você temos a responsabilidade de manter a nossa nova identidade, lutando para não sermos corrompidos.

A constância é a persistência em manter a nova identidade, e diante desta realidade o pecado não tem poder sobre nossas vidas, por isso podemos declarar que não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós. Assuma sua identidade em Cristo, e desta forma mantenha hábitos que farão Cristo aparecer em você.

E para encerrarmos, devemos ser abundantes. Abundância é excesso, é deixar derramar. Ser abundante é ter para repartir, é estar tão cheio que sou capaz de transbordar. Para ser abundante preciso primeiro ser firme e ter constância, colocando isso em prática eu fico mais cheio de Cristo, e quanto mais tenho de Cristo, mais tenho vontade de reparti-lo, de compartilha-lo, de dividir com outras pessoas a transformação que experimento com ele.

Se tenho um Jesus que ao aceita-lo ele me dá vida em abundância, então, terei vida de sobra para dar vida a outras pessoas.
Deus abençoe!!

Escrito por: Jhonatan


quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Justificação pela fé - livres da culpa


“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” - Romanos 1.17.

A doutrina da justificação pela fé traz um grande alivio e alegria para os filhos de Deus, pois através dela compreendemos que a nossa salvação não depende das obras que fazemos ou deixamos de fazer, mas que provém unicamente da graça de Deus, graça essa que nos justifica, perdoa, apaga os nossos pecados e nos aceita como filhos.

O que é justificação?  Segundo o dicionário bíblico Vida Nova “justificar é um termo jurídico que significa absolver ou declarar justo”. A justificação é o ato pelo qual Deus, por Sua graça, perdoa nossos pecados e nos declara justos diante dEle, mediante a nossa fé em Cristo Jesus. A justificação liberta o homem da culpa do pecado, trazendo a certeza de que foi aceito por Deus.

Aquele que é justificado por Deus é absolvido da culpa e do castigo, não recebendo a imputação dos seus pecados, pois Cristo como Cordeiro substituto, os levou sobre Si cravando-os na cruz. Dessa forma, Cristo Jesus satisfez a justiça de Deus, sendo obediente até o fim (Fp 2.8; 2 Co 5.19; Rm 4.25); Ele pagou a nossa dívida ( Cl 2.14) e contra nós, os que fomos chamados segundo o decreto de Deus, já não resta uma gota sequer da ira divina.

Uma vez que fomos justificados por Deus, já não resta mais nenhuma acusação contra nós (Romanos 8.1). Como disse o apostolo Paulo: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós’’ (Romanos 8.33,34). 
Destarte, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo, para aqueles foram justificados por Deus. 

Somos justificados unicamente por causa de Cristo. A total obediência de Cristo aos mandamentos de Deus é imputada a nós, e por estarmos unidos a Ele, pela fé, somos considerados e vistos como justos diante de Deus; mas isso não é porque somos justos, pois de fato não somos, somos pecadores por natureza, merecedores da ira. Entretanto, Deus nos vê como justos porque a justiça de Seu Filho, ou seja, a perfeita obediência de Cristo, é atribuída a nós, eleitos de Deus.

Entendemos então que Deus só justifica o homem por causa de Cristo. Sendo assim a justificação não se dá com base em méritos ou esforço pessoal, mas unicamente com base naquilo que Cristo fez, sendo a justiça d'Ele a base da nossa justificação: ''Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação'' (Rm 4.25).

Não há nada que o homem possa fazer para ser justificado por Deus. Portanto, realizações humanas, obras da lei, indulgências, etc. são absolutamente inúteis para se alcançar o favor de Deus. Como ensina o apostolo Paulo: não recebemos a justificação por cumprirmos as obras da lei, mas sim pela fé em Cristo.

"Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei".(Romanos 3.28)

Vale ressaltar que não é a fé que justifica o homem. A confissão Belga diz que a fé é o instrumento com que abraçamos Cristo, nossa justiça. Se a fé fosse um elemento justificador, então a justificação seria algo meritório. Mas não é assim. Quem justifica é Deus por sua graça, e o meio pelo qual nos apropriamos da justificação é a fé. A nossa fé em Cristo (essa fé não vem de nós, é dom de Deus) nos é imputada como justiça.

A justificação não acontece progressivamente, pelo contrário, é algo instantâneo e acontece apenas uma vez. E não existe isso de mais ou menos justificado; ou o homem foi de uma vez justificado por Deus, ou ele não foi justificado e permanece ainda debaixo da ira de Deus. 

Aqueles a quem Deus escolheu de antemão, a estes justificou:

"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Romanos 8. 29, 30).

O fato de Deus justificar os seus eleitos não significa que eles não mais pecarão. Sim, eles correm ainda o risco de caírem em pecado, mas eles nunca decairão do estado de justificação. Todavia, ainda que pequem, Deus, como Pai que corrige seus filhos "visitará com a vara a sua transgressão, e a sua iniquidade com açoites" (Sl 89. 32). Mas Deus jamais retirará dos seus filhos a Sua benignidade, nem faltará com a Sua fidelidade ( Sl 89.33).

"Somos feitos verdadeiramente justos, como dissemos, pela fé em Cristo, só pela graça de Deus, que não nos imputa os nossos pecados, mas a justiça de Cristo, e por isso, ele nos imputa a fé em Cristo como justiça". (Segunda Confissão Helvética).

Por causa da justificação, temos paz com Deus (Romanos 5.1), ou seja, não somos mais inimigos nem estamos debaixo da Sua santa ira. Pelo contrário, agora somos filhos, reconciliados por meio do Sangue de Cristo, participantes das bênçãos da salvação, e herdeiros da promessa (Rm 8.17; Gl 3.29; Tt 3.7; Tg 2.5).

Agora que Deus perdoou nossos pecados e nos justificou, nem mesmo o Diabo pode nos acusar. Não há ninguém no mundo, na terra ou céu, que possa levantar acusação contra os eleitos de Deus (Rm 8.33). Se pecarmos, Cristo é o nosso advogado e o Seu sangue precioso nos purifica de toda injustiça. (1 Jo 1.7, 9).

Priscila Gomes

terça-feira, 5 de junho de 2018

O grande amor de Deus - O Deus que ama pecadores miseráveis

No texto de hoje trago uma simples e breve reflexão sobre o Grande Amor de Deus, baseado no livro Os Atributos de Deus de Arthur W. Pink, um evangelista e escritor do séc. XX. Se Deus quiser, mais à frente, farei uma série de artigos sobre os Atributos de Deus, com base neste mesmo livro, que já aproveito para indicar, pois será de grande proveito e edificação para todos os cristãos. Aliás, a própria Escritura diz: ''Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...'' (Oseias 6.3). Decerto, esse livro nos ajudará bastante.

Apesar da nossa pecaminosidade e miserabilidade, Deus nos concedeu por Sua soberana graça a bênção da salvação; e por Sua livre e espontânea vontade  decidiu nos salvar, não se atentando para o que podíamos fazer de bom para nos tornar merecedores da salvação, pois de fato, nada podíamos fazer, visto que estávamos mortos espiritualmente. Deus nos amou, mas não porque éramos dignos, amáveis ou bondosos, mas sim porque Ele é bom e misericordioso.

O texto áureo da Bíblia diz: 

''Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna''. (João 3.16).

O grande apóstolo Paulo disse o seguinte em sua epístola aos Efésios, veja: 


"Todavia, Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões". (Efésios 2.4,5)

Reparem que Deus nos outorgou a vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em nossos pecados. Se estávamos mortos espiritualmente, é certo que não tínhamos nenhuma capacidade de fazer algo para nos livrar do estado terrível em que nos achávamos, pois um morto é incapaz de fazer qualquer coisa e muito menos de buscar a Deus. Porém Deus, por pura graça, estendeu-nos Sua mão e deu-nos a vida quando ainda estávamos mortos em delitos e pecados, reconciliando-nos assim com Ele por meio do Sangue de Cristo vertido na cruz. Antes de nascermos e antes de praticarmos o bem ou o mal, já éramos eleitos de Deus ( Ef 1.4; 2 Ts 2.13; 2 Tm 1.9) e alvos do Seu grande amor.

Todas as dádivas que recebemos de Deus é o resultado do Seu infalível, incalculável e inexplicável amor, que foi dado a nós, seus eleitos, gratuitamente, sem termos feito uma obra sequer para merecê-lo. Mas que amor é esse?

Primeiramente é importante frisar que Deus possui inúmeros atributos (onisciência, onipotência, onipresença, eternidade, imutabilidade, justiça, ira, misericórdia, bondade, benignidade, santidade, supremacia, paciência etc). Todavia, diferente dos outros atributos que Deus possui, o amor é a Sua própria natureza e essência. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que Deus não possui amor, Deus é amor!

Arthur W. Pink  diz o seguinte sobre o amor de Deus:

"O amor que uma criatura tem por outra deve-se a algo existente nelas; mas o amor de Deus é gratuito, espontâneo e não causado por nada nem por ninguém. A única razão pela qual Deus ama alguém, acha- se na sua vontade soberana".

O amor de Deus por nós está baseado na Sua vontade soberana, isso significa que Deus não nos ama com base na nossa capacidade de amá- Lo, pois sendo nós criaturas pecadoras não temos em nós mesmos a capacidade de amar a Deus. Se hoje amamos ao Senhor é porque Ele nos regenerou, dando-nos um novo coração que se inclina para Ele, e conforme diz as Escrituras, nós o amamos porque Ele nos amou primeiro! ( 1 João 4.19).

Mais uma vez A.W Pink diz:

"Deus nos amou não porque nós o amávamos, mas nos amou antes de nós termos uma só partícula de amor por ele. Se Deus nos tivesse amado em resposta ao nosso amor, então o seu amor não seria espontâneo; mas visto que ele nos amou quando não o amávamos, é claro que o seu amor não foi influenciado".

Com isso aprendemos que o amor de Deus não foi e nem é influenciado por nada existente em nós. Até porque, o que há de bom em nós que tenha atraído o amor de Deus? Nada.  Como foi mencionado, o amor de Deus por nós é espontâneo. Ele nos amou por sua livre e espontânea vontade, não sendo esse amor pretensioso nem inspirado por nada existente em nós.

Vale ressaltar que o amor de Deus também é santo e puro. Deus não nos ama de um modo romântico e melado, como muitos pensam. Engraçado que um grande número de pessoas equivocadamente imagina que Deus se derrete (vamos dizer assim) de amor pelos seres humanos, como se Ele fosse como nós, achando com isso que Ele não consegue viver sem suas criaturas. Mas esse pensamento é absolutamente errôneo, primeiramente porque Deus é autossuficiente, satisfeito e completo em si mesmo, não precisando de nenhuma das suas criaturas para lhe fazer companhia ou se sentir bem; segundo porque o Seu amor não é igual ao nosso, baseado em sentimentos e afetos. Sobre isso, veja o que A.W. Pink diz:

"O amor de Deus é santo e não é regulado por caprichos, paixão ou sentimentos, mas por princípio. Assim o seu amor nunca entra em conflito com sua santidade. Que 'Deus é luz' (1 João 1.5), se menciona antes de dizer-se que 'Deus é amor' ( 1 João 4.8). O amor de Deus não ê mera fraqueza boazinha, nem brandura efeminada. As Escrituras declaram: ‘O Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho’ ( Heb. 12.6). Deus não tolerará o pecado, mesmo em seu povo”.

É importante salientar que o amor de Deus não anula a Sua justiça nem a Sua ira. Não é porque Deus é amor, bom e misericordioso que por isso deixará de castigar o pecador que não se arrepende dos seus pecados. Deus é puro amor, mas Ele lançara no lago de fogo todos os que não se arrependeram dos seus pecados. Conforme declarado nas Escrituras, Deus é um fogo que consome! ( Exô. 24.17; Is 66.15; Heb. 12.29).

Deus não faz vista grossa com o pecado; Ele não finge que não está vendo! Deus é amor, mas também é justiça. Ele se ira todos os dias contra o pecado e não terá o culpado como inocente. Não poucos crentes desconhecem o Deus que as Escrituras revelam. Vejam o que esse Salmo diz sobre Deus:

"Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias. Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e teso está o seu arco; já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas inflamadas". (Salmos 7.11-13).

No dia do Juízo Final Deus não terá misericórdia de ninguém; Ele exercerá a Sua justiça contra os culpados sem dó nem piedade, e lançara no inferno todos os que resistiram ao Evangelho, insistindo em viver uma vida de pecado.

Sabemos que somos pecadores. Porém, pecadores regenerados, arrependidos. Embora não sendo mais escravos do pecado por termos sido libertos por Cristo Jesus, o pecado ainda não foi por completo abolido de nossa vida. Somente quando a nossa redenção for completada quando Cristo se manifestar, aí sim ficaremos plenamente livre do pecado, pois o nosso corpo corruptível será transformado e nenhum resquício de pecado sobrará (1Coríntios 15.54).

Enquanto, porém, isso não acontece, continuaremos pecando, ainda que sem querer. Importante a se dizer e que o crente regenerado não peca por prazer, mas por acidente; o crente verdadeiro não tem o pecado como estilo de vida. Mas, infelizmente em algumas circunstâncias da vida, pecamos contra Deus, não porque queremos, mas por fraqueza. Não obstante, o fato de pecarmos não faz e nem fará jamais com que Deus nos ame menos. Isso porque o amor de Deus é imutável, ou seja, não sofre diminuição, alteração e nem mudança (Tiago 1.17). Sendo assim, podemos estar seguros e confiantes de que o amor de Deus por nós sempre será o mesmo, ainda que falhemos às vezes.

Na noite em que Jesus foi preso, Pedro, por medo e fraqueza o negou três vezes, isso foi muito grave, certamente. Contudo, o amor de Jesus pelo seu amado discípulo não sofreu nem um grau de alteração. Apesar de Pedro ter falhado feio, Jesus ainda o amava com um amor profundo, intenso e imutável. 

O amor de Deus é como uma rocha - inabalável! Por certo, não há nada que possamos fazer para diminuir ou aumentar o amor Deus  por nós. 

"O amor de Deus não se rende às vicissitudes. O amor divino é forte como a morte... as muitas águas não poderiam apagar este amor (Cantares 8. 6-7). Nada pode nos separar dele ( Romanos 8. 35-39). Seu amor não se mede e não conhece fim, nada pode mudá-lo, nem seu curso. Eternamente o mesmo, sem cessar dimana do manancial eterno" - A.W.Pink
O amor de Deus é infalível e verdadeiro. A prova real de que Ele nos ama se encontra no fato de Ele ter enviado o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por na cruz quando ainda andávamos no pecado (Romanos 5.8), fazendo cair sobre Ele os nossos pecados e derramando sobre Ele toda a ira que era para ter caído sobre nós.

Priscila Gomes