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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Só existe um Deus


''Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor'' (Deuteronômio 6.4) 

O versículo supracitado nos ensina uma verdade absoluta: O SENHOR é o único Deus verdadeiro; e não existe nenhum outro além d'Ele. A Escritura Sagrada é categórica ao afirmar que só há um Deus e que fora d'Ele não há Salvador: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador” (Isaías 43.11).

Fora dEle só existem ídolos. Ídolos feitos por mãos de homens que rejeitam o conhecimento do Deus Verdadeiro e criaram para si deuses conforme a imaginação do seu mau coração. Todavia, tais deuses são completamente destituídos de poder e vontade, e além do mais, não possuem em si mesmos quaisquer atributos e nem mesmo capacidade alguma de executar o que desejam, pois não tem vida em si mesmos. (Salmos 115. 4.5; Salmos 135.16).

''Pode o homem mortal fazer seus próprios deuses? Sim, mas estes não seriam, deuses'' (Jeremias 16.20)

Aos que depositam sua confiança em ídolos, o Senhor diz:

''Sejam como eles quem os fabrica e todos os que neles depositam sua confiança!''(Salmos 115.8) .

Segundo o comentário de Arthur. W.Pink, em seu livro Os Atributos de Deus “Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não pode ser Deus”.

Um ser em quem não há onisciência, onipresença, poder, majestade, glória, eternidade, além de não possuir a capacidade de falar, de ouvir, de locomover-se por si só, não pode ser chamado Deus. É inegável que há no mundo uma variedade incalculável de ídolos, todavia, nenhum deles é Deus. Nenhum deles pode salvar e dar a vida eterna ao homem.

“Assim diz o Senhor, o Rei de Israel e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaías 44.6)

“...Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus e não há outro” (Isaías 45. 21,22).

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Isaías 46.9).

Está mais do que claro que só existe um Deus verdadeiro. A igreja de Cristo crê firmemente que só existe um Deus, o Pai Todo Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis (Cl 1.16). Deus, em Sua soberania, optou por se revelar a nós através das Escrituras, é nesse Deus revelado nas Escrituras que a igreja crê. O Deus que a Bíblia revela, o Supremo Criador de todas as coisas, é um Ser singular e infinito; Ele é um ser incriado, isso quer dizer que não foi criado por ninguém! Ele é eterno, jamais teve início e jamais terá fim. Ele existe por Si mesmo (Jo 5.26); Ele é o Alfa e o Omega, o Princípio e o Fim (Ap 1.8).

Sobre Deus, a Confissão de fé de Westminster afirma:

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membro ou paixões; é imutável, imenso e eterno, incompreensível - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro, remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá o inocente como culpado''  (Deut. 6:4; ICo 8.4; I Tess. 1.9; Jer 10.10; Jó 11.79; Jó 26.14; Jo 6.24; ITm 1.17; Det 4.15-16; Lc 24,39; At 14.11, 15; Tg 1.17; IReis 8.27; Sl 92.2;; Sl 145.3; Gn 17.1; Rm 16.27; Is 6.3; Sl 115.3; Ex 3.14; Ef 1.11; Pv 16.4; Rm 11.36; Ap 4.11; 1Jo 4.8; Ex 36.6-7; Hb 11.6; Ne 9.32-33; Sl 5.5-6; Naum 1.2-3).

É nisso que cremos e professamos.

Priscila Gomes

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Justificação pela fé - livres da culpa


“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” - Romanos 1.17.

A doutrina da justificação pela fé traz um grande alivio e alegria para os filhos de Deus, pois através dela compreendemos que a nossa salvação não depende das obras que fazemos ou deixamos de fazer, mas que provém unicamente da graça de Deus, graça essa que nos justifica, perdoa, apaga os nossos pecados e nos aceita como filhos.

O que é justificação?  Segundo o dicionário bíblico Vida Nova “justificar é um termo jurídico que significa absolver ou declarar justo”. A justificação é o ato pelo qual Deus, por Sua graça, perdoa nossos pecados e nos declara justos diante dEle, mediante a nossa fé em Cristo Jesus. A justificação liberta o homem da culpa do pecado, trazendo a certeza de que foi aceito por Deus.

Aquele que é justificado por Deus é absolvido da culpa e do castigo, não recebendo a imputação dos seus pecados, pois Cristo como Cordeiro substituto, os levou sobre Si cravando-os na cruz. Dessa forma, Cristo Jesus satisfez a justiça de Deus, sendo obediente até o fim (Fp 2.8; 2 Co 5.19; Rm 4.25); Ele pagou a nossa dívida ( Cl 2.14) e contra nós, os que fomos chamados segundo o decreto de Deus, já não resta uma gota sequer da ira divina.

Uma vez que fomos justificados por Deus, já não resta mais nenhuma acusação contra nós (Romanos 8.1). Como disse o apostolo Paulo: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós’’ (Romanos 8.33,34). 
Destarte, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo, para aqueles foram justificados por Deus. 

Somos justificados unicamente por causa de Cristo. A total obediência de Cristo aos mandamentos de Deus é imputada a nós, e por estarmos unidos a Ele, pela fé, somos considerados e vistos como justos diante de Deus; mas isso não é porque somos justos, pois de fato não somos, somos pecadores por natureza, merecedores da ira. Entretanto, Deus nos vê como justos porque a justiça de Seu Filho, ou seja, a perfeita obediência de Cristo, é atribuída a nós, eleitos de Deus.

Entendemos então que Deus só justifica o homem por causa de Cristo. Sendo assim a justificação não se dá com base em méritos ou esforço pessoal, mas unicamente com base naquilo que Cristo fez, sendo a justiça d'Ele a base da nossa justificação: ''Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação'' (Rm 4.25).

Não há nada que o homem possa fazer para ser justificado por Deus. Portanto, realizações humanas, obras da lei, indulgências, etc. são absolutamente inúteis para se alcançar o favor de Deus. Como ensina o apostolo Paulo: não recebemos a justificação por cumprirmos as obras da lei, mas sim pela fé em Cristo.

"Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei".(Romanos 3.28)

Vale ressaltar que não é a fé que justifica o homem. A confissão Belga diz que a fé é o instrumento com que abraçamos Cristo, nossa justiça. Se a fé fosse um elemento justificador, então a justificação seria algo meritório. Mas não é assim. Quem justifica é Deus por sua graça, e o meio pelo qual nos apropriamos da justificação é a fé. A nossa fé em Cristo (essa fé não vem de nós, é dom de Deus) nos é imputada como justiça.

A justificação não acontece progressivamente, pelo contrário, é algo instantâneo e acontece apenas uma vez. E não existe isso de mais ou menos justificado; ou o homem foi de uma vez justificado por Deus, ou ele não foi justificado e permanece ainda debaixo da ira de Deus. 

Aqueles a quem Deus escolheu de antemão, a estes justificou:

"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Romanos 8. 29, 30).

O fato de Deus justificar os seus eleitos não significa que eles não mais pecarão. Sim, eles correm ainda o risco de caírem em pecado, mas eles nunca decairão do estado de justificação. Todavia, ainda que pequem, Deus, como Pai que corrige seus filhos "visitará com a vara a sua transgressão, e a sua iniquidade com açoites" (Sl 89. 32). Mas Deus jamais retirará dos seus filhos a Sua benignidade, nem faltará com a Sua fidelidade ( Sl 89.33).

"Somos feitos verdadeiramente justos, como dissemos, pela fé em Cristo, só pela graça de Deus, que não nos imputa os nossos pecados, mas a justiça de Cristo, e por isso, ele nos imputa a fé em Cristo como justiça". (Segunda Confissão Helvética).

Por causa da justificação, temos paz com Deus (Romanos 5.1), ou seja, não somos mais inimigos nem estamos debaixo da Sua santa ira. Pelo contrário, agora somos filhos, reconciliados por meio do Sangue de Cristo, participantes das bênçãos da salvação, e herdeiros da promessa (Rm 8.17; Gl 3.29; Tt 3.7; Tg 2.5).

Agora que Deus perdoou nossos pecados e nos justificou, nem mesmo o Diabo pode nos acusar. Não há ninguém no mundo, na terra ou céu, que possa levantar acusação contra os eleitos de Deus (Rm 8.33). Se pecarmos, Cristo é o nosso advogado e o Seu sangue precioso nos purifica de toda injustiça. (1 Jo 1.7, 9).

Priscila Gomes

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sobre a Santíssima Trindade - um só Deus, três Pessoas

No texto dessa semana trataremos sobre a doutrina da Trindade. De uma forma bem simples e descomplicada, discorrerei sobre esse tema, que é de extrema importância para a igreja de Deus. 

Sei que muitos, por  falta de entendimento escriturístico, ou até mesmo por influência satânica, acabam por inventar não poucas heresias em torno dessa doutrina, e assim, falando do que não entendem, acabam enganando e confundindo a mente de muitos incautos que não buscam compreender a Palavra de Deus.

Quero iniciar esse texto deixando bem claro que Deus existe e Ele é apenas um. Ele é um Deus Vivo, Santo, Puro, Verdadeiro, Onipotente, Onisciente, Justo, e Todo Poderoso. Ele possui a vida em si mesmo (João 5.26); Ele é pleno, perfeito, satisfeito, bem aventurado, autossuficiente em si mesmo e não precisa e nem depende de nenhuma das suas criaturas.

Deus é um ser eterno, imenso e infinitamente perfeito em seu Ser. Não existe nenhum outro ser na terra, céu ou mar que seja semelhante ao Deus onipotente revelado nas Escrituras Sagradas.

"Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?" (Êxodo 15:11).

Só existe um Deus. O resto são apenas ídolos que ''têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm mãos, mas não apalpam; tem pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta'' (Salmos 115.5-7) - ídolos criados pelas mãos dos homens.

A Bíblia assevera tanto no Antigo como no Novo Testamento que O Senhor, o Criador dos céus e da terra, é o único SENHOR:

"Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6.4).


"Porque todos os deuses dos povos são ídolos; mas o Senhor fez os céus" (Salmos, 96.5).


''Respondeu Jesus: o primeiro é: Ouve, ó Israel, Senhor nosso Deus é o único Senhor'' (Marcos 12.29).

Deveras, Deus é apenas um, mas na essência da Divindade existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo - essas três Pessoas formam um único Deus.

Lamentavelmente existe muita oposição em relação a doutrina Trindade, pelo fato de essa palavra não ser encontrada na Bíblia Sagrada. Verdade é que o termo Trindade não aparece nas Escrituras Sagradas. Todavia, essa doutrina é bíblica e há muitas referências que revelam  que Deus é trino. ( Lc 24.49; Rm 1.1-4; Rm 5.1-5; Rm 14.17,18; Rm 15.16; 1 Cor 6.11; 2 Cor 1.20; Gl 3.11-14; Ef 1.17; Ef 2.18-22; Ef 3.3-7; Ef 14-17; 1 Ts 5.18). Sugiro a você que anote as referências e medite em cada uma delas com calma.

Algo importante a se dizer é que cada Pessoa da Trindade são distintas uma da outra. O Pai não é o Filho, o Filho não é o Pai e o Espírito Santo não é o Pai nem o Filho. O pastor Jonh Piper explica que Deus é único em essência e triplo em personalidade.

Diz assim a Confissão Belga:
''... Estas pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem o Filho e sem seu Espírito Santo, pois todos os três tem igual eternidade, no mesmo ser. Não há primeiro nem último, pois todos os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia''.

Cada pessoa da Trindade é cem por cento Deus. Vejamos, a Bíblia fala do Pai como Deus ( Fp 1.2); fala de Jesus como Deus ( Tito 2.13); e fala do Espírito Santo como Deus ( Atos 5. 3-4).  O Pai não é procedente de ninguém, o Filho é eternamente gerado (não criado) pelo Pai e o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho. As três pessoas da Trindade são iguais em honra, glória, majestade, poder e elas também compartilham os mesmos atributos, além disso, não existe entre elas hierarquia, ou seja, uma pessoa não maior e nem mais Deus do que a outra; pelo contrário, todas são iguais, eternas e da mesma substância, porém distintas uma da outra.

No plano da Salvação cada pessoa da Trindade assumiu uma função distinta. O pastor Augustus Nicodemus sabiamente explica ‘’que no planejamento da salvação as pessoas da Trindade assumiram papeis diferentes. O Pai planejou, o Filho executou e o Espírito Santo é quem aplica a salvação no homem. Ele ainda diz que ‘’o Filho foi enviado do Pai, e o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo’’.

A Trindade sempre existiu. Desde antes de o mundo ser criado ela já existia, pois é eterna, não tem começo e nem fim. Como dito anteriormente, apesar de o termo Trindade não se achar nas Escrituras, essa doutrina está claramente explícita em toda a Bíblia.

É preciso deixar claro que a nossa mente finita e nossas palavras jamais conseguirá explicar perfeita e adequadamente o que é a Trindade, se fosse possível explicar Deus em sua totalidade, Ele não seria um ser infinito, não é mesmo? Mas é através da fé, que Deus nos concedeu, que aceitamos e cremos absolutamente nessa verdade.

Lembrando que a doutrina da Trindade é uma das doutrinas essenciais da fé cristã e não pode ser ignorada e nem rejeitada por nenhum crente. Todos os cristãos verdadeiros creem e confessam que existe apenas um Deus, que subsiste eternamente como Pai, Filho e Espírito Santo. 

Rejeitamos completamente a diversidade de deuses, pois Escrituras são claríssimas e afirmam categoricamente que só existe um Deus: "Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6.4)

Toda glória seja dada ao Grande e Eterno Trino Deus!


Priscila Gomes

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O que é necessário para se obter a salvação?

É inteiramente correto afirmar que ninguém pode ser salvo sem antes ter se arrependido genuinamente dos seus pecados e ter sido justificado por Cristo Jesus. As Escrituras Sagradas afirma que‘’não há quem faça o bem e não peque’’ (Eclesiastes 7.20). Isso significa que nenhum ser humano existente na face da terra e, nem mesmo aqueles que ainda estão por nascer, são justos diante de Deus, todos são culpados. Essa verdade é ensinada em quase todo o Antigo Testamento, confira a seguir as referências sobre isso (Gn 2.16-17; Gn 8.21; 1Rs 8.46; Sl 14:1-3; Sl 51:5; Sl53; Sl 58:3; Is 64:6; Jr 13:23; Jr 17:9).

Concluímos com isso que todo ser humano nasce corrupto, inclinado ao pecado; e isso também ensina o apóstolo Paulo em Romanos 3.12: ''Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis; e ''Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus''  (Romanos 3.23). 

É bom deixar claro que não há nada que o homem possa fazer para salvar a si mesmo da condenação eterna e da ira de Deus. Todos nós nascemos escravos do pecado e, como consequência, debaixo da ira de Deus. Segundo as Escrituras, éramos por natureza filhos da ira (Efésios 2.3). Estávamos mortos em nossos delitos e pecados - e fato é que um morto jamais busca a Deus.

Quem agiu primeiro em nosso favor, nos livrando do reino das trevas e da morte, foi Deus. A iniciativa de nos salvar partiu de Dele, não de nós.  Ele com sua imensa bondade e misericórdia nos regenerou e nos concedeu dois elementos que são essenciais para a salvação: arrependimento e fé. Esse arrependimento, que é operado no homem pelo Espírito Santo, leva-o a uma profunda convicção de pecado, fazendo com que ele sinta pesar por viver de forma contrária aos padrões de Deus e, arrependido, humilha-se perante a face de Deus, alcançando assim a a Sua benevolência. 

O arrependimento genuíno consiste em uma verdadeira volta para Deus e num ódio profundo a todo mal e a tudo aquilo que o Santo Deus abomina. Leia referencias  a seguir e veja como age o pecador que se arrepende efetivamente dos seus pecados: (Lucas 7.38, a pecadora que ungiu os pés de Jesus; 22.62, Pedro quando negou a Cristo; Lucas 15 18, o filho pródigo; Lucas 18.13, a parábola do fariseu e do publicano). Todos estes alcançaram a misericórdia de Deus porque deveras se arrependeram dos seus pecados.

É muito importante enfatizar que nenhum homem tem a capacidade em si mesmo de se arrepender dos seus pecados, isso porque o pecado corrompeu de tal forma o ser do homem que, se for depender da sua própria vontade, ele jamais vai buscar e se voltar para Deus. O arrependimento é um dom de Deus e não algo que o homem obtém por si mesmo (Atos 5.31; 11.18; 2 Tim. 2.25). Quem age operando no homem o arrependimento para a salvação é o Espírito Santo (João 16.8); sem a ação convencedora do Espírito Santo o homem jamais se convencerá do seu pecado. Se o homem tivesse em si próprio tal capacidade, então, a ação do Espírito Santo seria dispensável nesse processo; mas, como o homem devido ao pecado se acha espiritualmente morto e não há nele essa inclinação para buscar a Deus, a ação do Espírito Santo se torna cem por cento necessária.

Outro elemento essencial para a salvação é a fé. Não estou me referindo à fé natural, que é uma fé que todo ser humano possui. A fé natural é aquela fé que me faz acreditar que se eu for ao supermercado lá encontrarei o que quero, ou se for a uma farmácia em busca de um medicamento lá o encontrarei, e assim por diante. Já a fé salvífica é outra coisa, e diferente da fé natural ela não nasce com o homem. A fé salvadora, como explicado lá em Efésios 2.8, é um dom de Deus, e ela vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10.17).

Essa fé salvadora vai muito além do que apenas acreditar em Deus; a fé que salva consiste em crer em Cristo Jesus como único Salvador e Filho do eterno Deus.  Essa fé leva o homem a seguir a Cristo e obedecê-Lo com total alegria e temor, confiando Nele e sabendo que Ele é poderoso para justificar, perdoar todos os pecados e dar a vida eterna. E, além disso, essa fé leva o agraciado homem que a recebeu a um profundo relacionamento com Cristo Jesus

Relembrando então que arrependimento e fé são essenciais para a salvação e, tanto um como o outro, são dons de Deus. E Ele simplesmente os dá a quem quer, pois sendo Soberano faz tudo segundo o bom conselho da Sua vontade (Efésios 1.11).

O homem nada pode fazer para salvar a si mesmo. A menos que Deus dê o arrependimento, ninguém por si mesmo pode se arrepender e ser salvo.  Da mesma maneira que o arrependimento para a salvação não procede da carne e do sangue, igualmente a fé salvífica não é produzida pelo homem, mas sim pelo Espírito Santo no coração do pecador.

Saiba que a salvação é uma obra de Deus do começo ao fim; foi Dele e não do homem que partiu a iniciativa de aproximação. Quando os nossos primeiros pais pecaram lá no Éden, eles não buscaram se reaproximar de Deus, ao contrário, eles se esconderam (Gen. 3.8), foi Deus quem foi ao encontro deles! 

De forma igual, foi Deus que veio ao nosso encontro, concedendo-nos a salvação, e isso sem termos feito algo para merecermos essa tão grande benevolência. Tudo o que merecíamos era a ira e o castigo, mas por pura bondade e amor Ele nos outorgou a sua imensa graça (favor imerecido). Ele nos resgatou da morte espiritual em que nos encontrávamos, logo, não temos motivo para ficarmos orgulhosos, pois tudo o que temos (as bênçãos espirituais) nos foram dadas não porque fizemos algo bom para merecê-las, mas sim por causa da graça de Deus. Se hoje cremos em Cristo Jesus, foi porque Deus nos ''elegeu Nele antes da fundação do mundo... e nos predestinou para filhos da adoção por Cristo Jesus'' (Efésios 1.1,5). Foi Ele mesmo que  nos concedeu o arrependimento e a fé para crermos Nele. 

Graças a Deus por Cristo Jesus e glória somente a Ele por todos os benefícios que nos deu!

Priscila Gomes

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

As Escrituras Sagradas - única regra de fé e prática para a igreja

Somente a Escritura Sagrada é a única regra de fé e prática para a vida da igreja. Nos dias atuais, infelizmente, não poucas denominações têm sido guiadas e dirigidas não pela santa Palavra de Deus, mas sim pela cultura, costumes e ideologias humanistas desse mundo vil. Diversos líderes e pastores, com medo de perderem seus membros, seguem apelando para outros elementos, além das Escrituras, com o intuito de mantê-los fixos em suas igrejas. Concordo plenamente com a fala do pregador puritano Charles Spurgeon: 
 “O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo"

Parece que para muitos pastores e líderes dos dias atuais a Bíblia perdeu a sua eficácia; somente as Escrituras para eles já não é mais suficiente para salvar o pecador, ao contrário, precisa-se incrementar outros meios para chamar pecadores ao arrependimento. Mas a verdade é que nunca haverá conversão verdadeira se a Palavra não for pregada e ensinada com fidelidade. O único meio eficaz para converter o pecador é a fiel pregação da Palavra de Deus, não existe outro modo.

A declaração de Cambridge diz: 
''A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para a nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado''.

Não são poucos os que negam as Santas Escrituras alegando que ela perdeu o seu valor, visto estarmos vivendo tempos modernos e, sendo assim, seus ensinamentos e princípios já não se aplicam mais aos dias contemporâneos. Porém, esse conceito está definitivamente errado, pois sendo a Palavra de Deus imutável, ela não muda nunca e jamais perderá o seu valor; e as verdades das escrituras serão sempre absolutas, aceitando o homem ou não. O que era pecado a milhares de anos atrás continua sendo pecado hoje e continuará sendo nos séculos vindouros.

Falando agora sobre os livros da Bíblia, todos eles, desde o Antigo Testamento, com 39 livros, até o Novo, com 27, foram inspirados por Deus. Não negamos que a Bíblia foi escrita por homens falhos e pecadores como nós, porém tais homens, servos de Deus, foram inspirados pelo Espírito Santo para declarar e revelar a santa, perfeita e agradável vontade de Deus. ''Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo''. (2Pedro 1.21)

Os homens que escreveram a Bíblia foram apenas instrumentos nas mãos de Deus para escrever no papel a Sua vontade.

A Escritura é a infalível, inerrante, imutável e suprema Palavra de Deus, e quem a rejeita rejeita não aos homens, mas ao próprio Deus. O apóstolo Paulo disse em 1 Tessalonicenses 2.13: ''Tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, acolhestes, não como palavras de homens, mas de Deus''. E o nosso Salvador Jesus disse, em Mateus 10.20: ''não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai, quem fala por vós''. Portando, se é assim, quem rejeita a Palavra de Deus, rejeita o próprio Deus. 

A Confissão de Fé Batista diz o seguinte sobre as Sagradas Escrituras:
''A autoridade da Sagrada Escritura, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas provém inteiramente de Deus, sendo Ele mesmo a verdade e o seu autor. A Escritura, portanto, tem que ser recebida, por ser a Palavra de Deus''.

Nenhum livro existente no mundo se compara a Escritura. O único livro que tem o poder de transformar o pecador em uma nova criatura é a Bíblia Sagrada, o Livro do Senhor. Dependemos vitalmente da Palavra de Deus; porém, infelizmente, um número assustador de denominações tem se afastado das verdades centrais das Escrituras e estão dando ouvidos a heresias e a doutrinas de demônios. A cada dia que passa mais a apostasia cresce no meio evangélico; mas como nos alertou o apóstolo Paulo, isso é uma das marcas dos últimos dias.

Precisamos voltar às Escrituras Sagradas e permitir que ela somente guie e oriente nossa vida. A lâmpada para os nossos pés é a Palavra do Senhor (Salmos 119.105), portanto, se não queremos escorregar e desviar nossos passos do caminho que conduz à vida eterna, então, necessitamos seguir fielmente a Palavra de Deus.

Citando mais novamente a Confissão de Fé Batista sobre as Sagradas Escrituras:
''Pelo testemunho da Igreja de Deus podemos ser movidos e persuadidos a ter em alto e reverente apreço as Sagradas Escrituras. A santidade do assunto, a eficácia da doutrina, a majestade do estilo, a harmonia de todas as partes, o propósito do todo (que é dar toda glória a Deus), a plena revelação que faz do único meio de salvação para o homem, e muitas outras excelências incomparáveis e perfeição completa, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia serem elas a Palavra de Deus. Contudo, a nossa plena persuasão e certeza quanto à sua verdade infalível e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela Palavra e com a Palavra testifica aos nossos corações''.
8 Jo.16.13,14; 1Co.2.10-12; 1Jo.2.20,27  

 
E para finalizar, não deixe de meditar nos seguintes versículos:

''Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração''. (Hebreus 4.12)

''Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça'' (2 Timóteo 3.16).

 
Querido leitor cristão, deixe que a Palavra de Deus que é infalível, imutável e inerrante dirija a sua vida em todas as áreas, não a cultura nem as ideologias desse mundo mau e perverso.

-Priscila Gomes