quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Justificação pela fé - livres da culpa


“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” - Romanos 1.17.

A doutrina da justificação pela fé traz um grande alivio e alegria para os filhos de Deus, pois através dela compreendemos que a nossa salvação não depende das obras que fazemos ou deixamos de fazer, mas que provém unicamente da graça de Deus, graça essa que nos justifica, perdoa, apaga os nossos pecados e nos aceita como filhos.

O que é justificação?  Segundo o dicionário bíblico Vida Nova “justificar é um termo jurídico que significa absolver ou declarar justo”. A justificação é o ato pelo qual Deus, por Sua graça, perdoa nossos pecados e nos declara justos diante dEle, mediante a nossa fé em Cristo Jesus. A justificação liberta o homem da culpa do pecado, trazendo a certeza de que foi aceito por Deus.

Aquele que é justificado por Deus é absolvido da culpa e do castigo, não recebendo a imputação dos seus pecados, pois Cristo como Cordeiro substituto, os levou sobre Si cravando-os na cruz. Dessa forma, Cristo Jesus satisfez a justiça de Deus, sendo obediente até o fim (Fp 2.8; 2 Co 5.19; Rm 4.25); Ele pagou a nossa dívida ( Cl 2.14) e contra nós, os que fomos chamados segundo o decreto de Deus, já não resta uma gota sequer da ira divina.

Uma vez que fomos justificados por Deus, já não resta mais nenhuma acusação contra nós (Romanos 8.1). Como disse o apostolo Paulo: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós’’ (Romanos 8.33,34). 
Destarte, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo, para aqueles foram justificados por Deus. 

Somos justificados unicamente por causa de Cristo. A total obediência de Cristo aos mandamentos de Deus é imputada a nós, e por estarmos unidos a Ele, pela fé, somos considerados e vistos como justos diante de Deus; mas isso não é porque somos justos, pois de fato não somos, somos pecadores por natureza, merecedores da ira. Entretanto, Deus nos vê como justos porque a justiça de Seu Filho, ou seja, a perfeita obediência de Cristo, é atribuída a nós, eleitos de Deus.

Entendemos então que Deus só justifica o homem por causa de Cristo. Sendo assim a justificação não se dá com base em méritos ou esforço pessoal, mas unicamente com base naquilo que Cristo fez, sendo a justiça d'Ele a base da nossa justificação: ''Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação'' (Rm 4.25).

Não há nada que o homem possa fazer para ser justificado por Deus. Portanto, realizações humanas, obras da lei, indulgências, etc. são absolutamente inúteis para se alcançar o favor de Deus. Como ensina o apostolo Paulo: não recebemos a justificação por cumprirmos as obras da lei, mas sim pela fé em Cristo.

"Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei".(Romanos 3.28)

Vale ressaltar que não é a fé que justifica o homem. A confissão Belga diz que a fé é o instrumento com que abraçamos Cristo, nossa justiça. Se a fé fosse um elemento justificador, então a justificação seria algo meritório. Mas não é assim. Quem justifica é Deus por sua graça, e o meio pelo qual nos apropriamos da justificação é a fé. A nossa fé em Cristo (essa fé não vem de nós, é dom de Deus) nos é imputada como justiça.

A justificação não acontece progressivamente, pelo contrário, é algo instantâneo e acontece apenas uma vez. E não existe isso de mais ou menos justificado; ou o homem foi de uma vez justificado por Deus, ou ele não foi justificado e permanece ainda debaixo da ira de Deus. 

Aqueles a quem Deus escolheu de antemão, a estes justificou:

"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Romanos 8. 29, 30).

O fato de Deus justificar os seus eleitos não significa que eles não mais pecarão. Sim, eles correm ainda o risco de caírem em pecado, mas eles nunca decairão do estado de justificação. Todavia, ainda que pequem, Deus, como Pai que corrige seus filhos "visitará com a vara a sua transgressão, e a sua iniquidade com açoites" (Sl 89. 32). Mas Deus jamais retirará dos seus filhos a Sua benignidade, nem faltará com a Sua fidelidade ( Sl 89.33).

"Somos feitos verdadeiramente justos, como dissemos, pela fé em Cristo, só pela graça de Deus, que não nos imputa os nossos pecados, mas a justiça de Cristo, e por isso, ele nos imputa a fé em Cristo como justiça". (Segunda Confissão Helvética).

Por causa da justificação, temos paz com Deus (Romanos 5.1), ou seja, não somos mais inimigos nem estamos debaixo da Sua santa ira. Pelo contrário, agora somos filhos, reconciliados por meio do Sangue de Cristo, participantes das bênçãos da salvação, e herdeiros da promessa (Rm 8.17; Gl 3.29; Tt 3.7; Tg 2.5).

Agora que Deus perdoou nossos pecados e nos justificou, nem mesmo o Diabo pode nos acusar. Não há ninguém no mundo, na terra ou céu, que possa levantar acusação contra os eleitos de Deus (Rm 8.33). Se pecarmos, Cristo é o nosso advogado e o Seu sangue precioso nos purifica de toda injustiça. (1 Jo 1.7, 9).

Priscila Gomes

terça-feira, 5 de junho de 2018

O grande amor de Deus - O Deus que ama pecadores miseráveis

No texto de hoje trago uma simples e breve reflexão sobre o Grande Amor de Deus, baseado no livro Os Atributos de Deus de Arthur W. Pink, um evangelista e escritor do séc. XX. Se Deus quiser, mais à frente, farei uma série de artigos sobre os Atributos de Deus, com base neste mesmo livro, que já aproveito para indicar, pois será de grande proveito e edificação para todos os cristãos. Aliás, a própria Escritura diz: ''Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...'' (Oseias 6.3). Decerto, esse livro nos ajudará bastante.

Apesar da nossa pecaminosidade e miserabilidade, Deus nos concedeu por Sua soberana graça a bênção da salvação; e por Sua livre e espontânea vontade  decidiu nos salvar, não se atentando para o que podíamos fazer de bom para nos tornar merecedores da salvação, pois de fato, nada podíamos fazer, visto que estávamos mortos espiritualmente. Deus nos amou, mas não porque éramos dignos, amáveis ou bondosos, mas sim porque Ele é bom e misericordioso.

O texto áureo da Bíblia diz: 

''Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna''. (João 3.16).

O grande apóstolo Paulo disse o seguinte em sua epístola aos Efésios, veja: 


"Todavia, Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões". (Efésios 2.4,5)

Reparem que Deus nos outorgou a vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em nossos pecados. Se estávamos mortos espiritualmente, é certo que não tínhamos nenhuma capacidade de fazer algo para nos livrar do estado terrível em que nos achávamos, pois um morto é incapaz de fazer qualquer coisa e muito menos de buscar a Deus. Porém Deus, por pura graça, estendeu-nos Sua mão e deu-nos a vida quando ainda estávamos mortos em delitos e pecados, reconciliando-nos assim com Ele por meio do Sangue de Cristo vertido na cruz. Antes de nascermos e antes de praticarmos o bem ou o mal, já éramos eleitos de Deus ( Ef 1.4; 2 Ts 2.13; 2 Tm 1.9) e alvos do Seu grande amor.

Todas as dádivas que recebemos de Deus é o resultado do Seu infalível, incalculável e inexplicável amor, que foi dado a nós, seus eleitos, gratuitamente, sem termos feito uma obra sequer para merecê-lo. Mas que amor é esse?

Primeiramente é importante frisar que Deus possui inúmeros atributos (onisciência, onipotência, onipresença, eternidade, imutabilidade, justiça, ira, misericórdia, bondade, benignidade, santidade, supremacia, paciência etc). Todavia, diferente dos outros atributos que Deus possui, o amor é a Sua própria natureza e essência. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que Deus não possui amor, Deus é amor!

Arthur W. Pink  diz o seguinte sobre o amor de Deus:

"O amor que uma criatura tem por outra deve-se a algo existente nelas; mas o amor de Deus é gratuito, espontâneo e não causado por nada nem por ninguém. A única razão pela qual Deus ama alguém, acha- se na sua vontade soberana".

O amor de Deus por nós está baseado na Sua vontade soberana, isso significa que Deus não nos ama com base na nossa capacidade de amá- Lo, pois sendo nós criaturas pecadoras não temos em nós mesmos a capacidade de amar a Deus. Se hoje amamos ao Senhor é porque Ele nos regenerou, dando-nos um novo coração que se inclina para Ele, e conforme diz as Escrituras, nós o amamos porque Ele nos amou primeiro! ( 1 João 4.19).

Mais uma vez A.W Pink diz:

"Deus nos amou não porque nós o amávamos, mas nos amou antes de nós termos uma só partícula de amor por ele. Se Deus nos tivesse amado em resposta ao nosso amor, então o seu amor não seria espontâneo; mas visto que ele nos amou quando não o amávamos, é claro que o seu amor não foi influenciado".

Com isso aprendemos que o amor de Deus não foi e nem é influenciado por nada existente em nós. Até porque, o que há de bom em nós que tenha atraído o amor de Deus? Nada.  Como foi mencionado, o amor de Deus por nós é espontâneo. Ele nos amou por sua livre e espontânea vontade, não sendo esse amor pretensioso nem inspirado por nada existente em nós.

Vale ressaltar que o amor de Deus também é santo e puro. Deus não nos ama de um modo romântico e melado, como muitos pensam. Engraçado que um grande número de pessoas equivocadamente imagina que Deus se derrete (vamos dizer assim) de amor pelos seres humanos, como se Ele fosse como nós, achando com isso que Ele não consegue viver sem suas criaturas. Mas esse pensamento é absolutamente errôneo, primeiramente porque Deus é autossuficiente, satisfeito e completo em si mesmo, não precisando de nenhuma das suas criaturas para lhe fazer companhia ou se sentir bem; segundo porque o Seu amor não é igual ao nosso, baseado em sentimentos e afetos. Sobre isso, veja o que A.W. Pink diz:

"O amor de Deus é santo e não é regulado por caprichos, paixão ou sentimentos, mas por princípio. Assim o seu amor nunca entra em conflito com sua santidade. Que 'Deus é luz' (1 João 1.5), se menciona antes de dizer-se que 'Deus é amor' ( 1 João 4.8). O amor de Deus não ê mera fraqueza boazinha, nem brandura efeminada. As Escrituras declaram: ‘O Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho’ ( Heb. 12.6). Deus não tolerará o pecado, mesmo em seu povo”.

É importante salientar que o amor de Deus não anula a Sua justiça nem a Sua ira. Não é porque Deus é amor, bom e misericordioso que por isso deixará de castigar o pecador que não se arrepende dos seus pecados. Deus é puro amor, mas Ele lançara no lago de fogo todos os que não se arrependeram dos seus pecados. Conforme declarado nas Escrituras, Deus é um fogo que consome! ( Exô. 24.17; Is 66.15; Heb. 12.29).

Deus não faz vista grossa com o pecado; Ele não finge que não está vendo! Deus é amor, mas também é justiça. Ele se ira todos os dias contra o pecado e não terá o culpado como inocente. Não poucos crentes desconhecem o Deus que as Escrituras revelam. Vejam o que esse Salmo diz sobre Deus:

"Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias. Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e teso está o seu arco; já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas inflamadas". (Salmos 7.11-13).

No dia do Juízo Final Deus não terá misericórdia de ninguém; Ele exercerá a Sua justiça contra os culpados sem dó nem piedade, e lançara no inferno todos os que resistiram ao Evangelho, insistindo em viver uma vida de pecado.

Sabemos que somos pecadores. Porém, pecadores regenerados, arrependidos. Embora não sendo mais escravos do pecado por termos sido libertos por Cristo Jesus, o pecado ainda não foi por completo abolido de nossa vida. Somente quando a nossa redenção for completada quando Cristo se manifestar, aí sim ficaremos plenamente livre do pecado, pois o nosso corpo corruptível será transformado e nenhum resquício de pecado sobrará (1Coríntios 15.54).

Enquanto, porém, isso não acontece, continuaremos pecando, ainda que sem querer. Importante a se dizer e que o crente regenerado não peca por prazer, mas por acidente; o crente verdadeiro não tem o pecado como estilo de vida. Mas, infelizmente em algumas circunstâncias da vida, pecamos contra Deus, não porque queremos, mas por fraqueza. Não obstante, o fato de pecarmos não faz e nem fará jamais com que Deus nos ame menos. Isso porque o amor de Deus é imutável, ou seja, não sofre diminuição, alteração e nem mudança (Tiago 1.17). Sendo assim, podemos estar seguros e confiantes de que o amor de Deus por nós sempre será o mesmo, ainda que falhemos às vezes.

Na noite em que Jesus foi preso, Pedro, por medo e fraqueza o negou três vezes, isso foi muito grave, certamente. Contudo, o amor de Jesus pelo seu amado discípulo não sofreu nem um grau de alteração. Apesar de Pedro ter falhado feio, Jesus ainda o amava com um amor profundo, intenso e imutável. 

O amor de Deus é como uma rocha - inabalável! Por certo, não há nada que possamos fazer para diminuir ou aumentar o amor Deus  por nós. 

"O amor de Deus não se rende às vicissitudes. O amor divino é forte como a morte... as muitas águas não poderiam apagar este amor (Cantares 8. 6-7). Nada pode nos separar dele ( Romanos 8. 35-39). Seu amor não se mede e não conhece fim, nada pode mudá-lo, nem seu curso. Eternamente o mesmo, sem cessar dimana do manancial eterno" - A.W.Pink
O amor de Deus é infalível e verdadeiro. A prova real de que Ele nos ama se encontra no fato de Ele ter enviado o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por na cruz quando ainda andávamos no pecado (Romanos 5.8), fazendo cair sobre Ele os nossos pecados e derramando sobre Ele toda a ira que era para ter caído sobre nós.

Priscila Gomes

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sobre a Santíssima Trindade - um só Deus, três Pessoas

No texto dessa semana trataremos sobre a doutrina da Trindade. De uma forma bem simples e descomplicada, discorrerei sobre esse tema, que é de extrema importância para a igreja de Deus. 

Sei que muitos, por  falta de entendimento escriturístico, ou até mesmo por influência satânica, acabam por inventar não poucas heresias em torno dessa doutrina, e assim, falando do que não entendem, acabam enganando e confundindo a mente de muitos incautos que não buscam compreender a Palavra de Deus.

Quero iniciar esse texto deixando bem claro que Deus existe e Ele é apenas um. Ele é um Deus Vivo, Santo, Puro, Verdadeiro, Onipotente, Onisciente, Justo, e Todo Poderoso. Ele possui a vida em si mesmo (João 5.26); Ele é pleno, perfeito, satisfeito, bem aventurado, autossuficiente em si mesmo e não precisa e nem depende de nenhuma das suas criaturas.

Deus é um ser eterno, imenso e infinitamente perfeito em seu Ser. Não existe nenhum outro ser na terra, céu ou mar que seja semelhante ao Deus onipotente revelado nas Escrituras Sagradas.

"Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?" (Êxodo 15:11).

Só existe um Deus. O resto são apenas ídolos que ''têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm mãos, mas não apalpam; tem pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta'' (Salmos 115.5-7) - ídolos criados pelas mãos dos homens.

A Bíblia assevera tanto no Antigo como no Novo Testamento que O Senhor, o Criador dos céus e da terra, é o único SENHOR:

"Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6.4).


"Porque todos os deuses dos povos são ídolos; mas o Senhor fez os céus" (Salmos, 96.5).


''Respondeu Jesus: o primeiro é: Ouve, ó Israel, Senhor nosso Deus é o único Senhor'' (Marcos 12.29).

Deveras, Deus é apenas um, mas na essência da Divindade existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo - essas três Pessoas formam um único Deus.

Lamentavelmente existe muita oposição em relação a doutrina Trindade, pelo fato de essa palavra não ser encontrada na Bíblia Sagrada. Verdade é que o termo Trindade não aparece nas Escrituras Sagradas. Todavia, essa doutrina é bíblica e há muitas referências que revelam  que Deus é trino. ( Lc 24.49; Rm 1.1-4; Rm 5.1-5; Rm 14.17,18; Rm 15.16; 1 Cor 6.11; 2 Cor 1.20; Gl 3.11-14; Ef 1.17; Ef 2.18-22; Ef 3.3-7; Ef 14-17; 1 Ts 5.18). Sugiro a você que anote as referências e medite em cada uma delas com calma.

Algo importante a se dizer é que cada Pessoa da Trindade são distintas uma da outra. O Pai não é o Filho, o Filho não é o Pai e o Espírito Santo não é o Pai nem o Filho. O pastor Jonh Piper explica que Deus é único em essência e triplo em personalidade.

Diz assim a Confissão Belga:
''... Estas pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem o Filho e sem seu Espírito Santo, pois todos os três tem igual eternidade, no mesmo ser. Não há primeiro nem último, pois todos os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia''.

Cada pessoa da Trindade é cem por cento Deus. Vejamos, a Bíblia fala do Pai como Deus ( Fp 1.2); fala de Jesus como Deus ( Tito 2.13); e fala do Espírito Santo como Deus ( Atos 5. 3-4).  O Pai não é procedente de ninguém, o Filho é eternamente gerado (não criado) pelo Pai e o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho. As três pessoas da Trindade são iguais em honra, glória, majestade, poder e elas também compartilham os mesmos atributos, além disso, não existe entre elas hierarquia, ou seja, uma pessoa não maior e nem mais Deus do que a outra; pelo contrário, todas são iguais, eternas e da mesma substância, porém distintas uma da outra.

No plano da Salvação cada pessoa da Trindade assumiu uma função distinta. O pastor Augustus Nicodemus sabiamente explica ‘’que no planejamento da salvação as pessoas da Trindade assumiram papeis diferentes. O Pai planejou, o Filho executou e o Espírito Santo é quem aplica a salvação no homem. Ele ainda diz que ‘’o Filho foi enviado do Pai, e o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo’’.

A Trindade sempre existiu. Desde antes de o mundo ser criado ela já existia, pois é eterna, não tem começo e nem fim. Como dito anteriormente, apesar de o termo Trindade não se achar nas Escrituras, essa doutrina está claramente explícita em toda a Bíblia.

É preciso deixar claro que a nossa mente finita e nossas palavras jamais conseguirá explicar perfeita e adequadamente o que é a Trindade, se fosse possível explicar Deus em sua totalidade, Ele não seria um ser infinito, não é mesmo? Mas é através da fé, que Deus nos concedeu, que aceitamos e cremos absolutamente nessa verdade.

Lembrando que a doutrina da Trindade é uma das doutrinas essenciais da fé cristã e não pode ser ignorada e nem rejeitada por nenhum crente. Todos os cristãos verdadeiros creem e confessam que existe apenas um Deus, que subsiste eternamente como Pai, Filho e Espírito Santo. 

Rejeitamos completamente a diversidade de deuses, pois Escrituras são claríssimas e afirmam categoricamente que só existe um Deus: "Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6.4)

Toda glória seja dada ao Grande e Eterno Trino Deus!


Priscila Gomes

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O que é necessário para se obter a salvação?

É inteiramente correto afirmar que ninguém pode ser salvo sem antes ter se arrependido genuinamente dos seus pecados e ter sido justificado por Cristo Jesus. As Escrituras Sagradas afirma que‘’não há quem faça o bem e não peque’’ (Eclesiastes 7.20). Isso significa que nenhum ser humano existente na face da terra e, nem mesmo aqueles que ainda estão por nascer, são justos diante de Deus, todos são culpados. Essa verdade é ensinada em quase todo o Antigo Testamento, confira a seguir as referências sobre isso (Gn 2.16-17; Gn 8.21; 1Rs 8.46; Sl 14:1-3; Sl 51:5; Sl53; Sl 58:3; Is 64:6; Jr 13:23; Jr 17:9).

Concluímos com isso que todo ser humano nasce corrupto, inclinado ao pecado; e isso também ensina o apóstolo Paulo em Romanos 3.12: ''Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis; e ''Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus''  (Romanos 3.23). 

É bom deixar claro que não há nada que o homem possa fazer para salvar a si mesmo da condenação eterna e da ira de Deus. Todos nós nascemos escravos do pecado e, como consequência, debaixo da ira de Deus. Segundo as Escrituras, éramos por natureza filhos da ira (Efésios 2.3). Estávamos mortos em nossos delitos e pecados - e fato é que um morto jamais busca a Deus.

Quem agiu primeiro em nosso favor, nos livrando do reino das trevas e da morte, foi Deus. A iniciativa de nos salvar partiu de Dele, não de nós.  Ele com sua imensa bondade e misericórdia nos regenerou e nos concedeu dois elementos que são essenciais para a salvação: arrependimento e fé. Esse arrependimento, que é operado no homem pelo Espírito Santo, leva-o a uma profunda convicção de pecado, fazendo com que ele sinta pesar por viver de forma contrária aos padrões de Deus e, arrependido, humilha-se perante a face de Deus, alcançando assim a a Sua benevolência. 

O arrependimento genuíno consiste em uma verdadeira volta para Deus e num ódio profundo a todo mal e a tudo aquilo que o Santo Deus abomina. Leia referencias  a seguir e veja como age o pecador que se arrepende efetivamente dos seus pecados: (Lucas 7.38, a pecadora que ungiu os pés de Jesus; 22.62, Pedro quando negou a Cristo; Lucas 15 18, o filho pródigo; Lucas 18.13, a parábola do fariseu e do publicano). Todos estes alcançaram a misericórdia de Deus porque deveras se arrependeram dos seus pecados.

É muito importante enfatizar que nenhum homem tem a capacidade em si mesmo de se arrepender dos seus pecados, isso porque o pecado corrompeu de tal forma o ser do homem que, se for depender da sua própria vontade, ele jamais vai buscar e se voltar para Deus. O arrependimento é um dom de Deus e não algo que o homem obtém por si mesmo (Atos 5.31; 11.18; 2 Tim. 2.25). Quem age operando no homem o arrependimento para a salvação é o Espírito Santo (João 16.8); sem a ação convencedora do Espírito Santo o homem jamais se convencerá do seu pecado. Se o homem tivesse em si próprio tal capacidade, então, a ação do Espírito Santo seria dispensável nesse processo; mas, como o homem devido ao pecado se acha espiritualmente morto e não há nele essa inclinação para buscar a Deus, a ação do Espírito Santo se torna cem por cento necessária.

Outro elemento essencial para a salvação é a fé. Não estou me referindo à fé natural, que é uma fé que todo ser humano possui. A fé natural é aquela fé que me faz acreditar que se eu for ao supermercado lá encontrarei o que quero, ou se for a uma farmácia em busca de um medicamento lá o encontrarei, e assim por diante. Já a fé salvífica é outra coisa, e diferente da fé natural ela não nasce com o homem. A fé salvadora, como explicado lá em Efésios 2.8, é um dom de Deus, e ela vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10.17).

Essa fé salvadora vai muito além do que apenas acreditar em Deus; a fé que salva consiste em crer em Cristo Jesus como único Salvador e Filho do eterno Deus.  Essa fé leva o homem a seguir a Cristo e obedecê-Lo com total alegria e temor, confiando Nele e sabendo que Ele é poderoso para justificar, perdoar todos os pecados e dar a vida eterna. E, além disso, essa fé leva o agraciado homem que a recebeu a um profundo relacionamento com Cristo Jesus

Relembrando então que arrependimento e fé são essenciais para a salvação e, tanto um como o outro, são dons de Deus. E Ele simplesmente os dá a quem quer, pois sendo Soberano faz tudo segundo o bom conselho da Sua vontade (Efésios 1.11).

O homem nada pode fazer para salvar a si mesmo. A menos que Deus dê o arrependimento, ninguém por si mesmo pode se arrepender e ser salvo.  Da mesma maneira que o arrependimento para a salvação não procede da carne e do sangue, igualmente a fé salvífica não é produzida pelo homem, mas sim pelo Espírito Santo no coração do pecador.

Saiba que a salvação é uma obra de Deus do começo ao fim; foi Dele e não do homem que partiu a iniciativa de aproximação. Quando os nossos primeiros pais pecaram lá no Éden, eles não buscaram se reaproximar de Deus, ao contrário, eles se esconderam (Gen. 3.8), foi Deus quem foi ao encontro deles! 

De forma igual, foi Deus que veio ao nosso encontro, concedendo-nos a salvação, e isso sem termos feito algo para merecermos essa tão grande benevolência. Tudo o que merecíamos era a ira e o castigo, mas por pura bondade e amor Ele nos outorgou a sua imensa graça (favor imerecido). Ele nos resgatou da morte espiritual em que nos encontrávamos, logo, não temos motivo para ficarmos orgulhosos, pois tudo o que temos (as bênçãos espirituais) nos foram dadas não porque fizemos algo bom para merecê-las, mas sim por causa da graça de Deus. Se hoje cremos em Cristo Jesus, foi porque Deus nos ''elegeu Nele antes da fundação do mundo... e nos predestinou para filhos da adoção por Cristo Jesus'' (Efésios 1.1,5). Foi Ele mesmo que  nos concedeu o arrependimento e a fé para crermos Nele. 

Graças a Deus por Cristo Jesus e glória somente a Ele por todos os benefícios que nos deu!

Priscila Gomes

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O que te faz pecar - Existe algo em sua vida que leva você ou o seu próximo a pecar?

(Leia Mateus 5.29; Mateus 18.6-9; Marcos 9.42-48)

Não poucas vezes, muitos intitulados crentes, ao invés de servirem de instrumento de edificação para os irmãos na fé, acabam sendo o oposto e servindo de pedra de tropeço, levando-os assim ao pecado. Todavia, como cristãos e eleitos de Deus não podemos jamais servir de pedra de tropeço para quem quer que seja. Como servos de Deus e filhos da Luz, temos o dever de viver sabiamente nessa terra, refletindo o caráter de Cristo em nós. Por isso é necessário analisarmos sempre nossa vida e conduta a fim de avaliarmos se estamos vivendo de acordo com a santa Palavra de Deus, e se constatarmos algo em nós que escandaliza o nosso próximo, temos de tomar uma atitude e fazer algo em relação a isso, pois se não o fizermos estaremos pecando e desobedecendo a Deus na questão de amar o próximo. Será que você está sendo uma pedra de tropeço para alguém? Como saber?

Vou dar alguns exemplos. Talvez eu seja ''apedrejada'' por alguns pelo exemplo que vou dar agora. Digo isso porque tempos atrás escrevi este texto  ''Cuidado com o que você veste'', e muitas pessoas (principalmente o sexo feminino) não aprovaram o que foi dito no texto. Mas vamos lá!

Quando uma mulher se veste de forma imodesta, ela está servindo de pedra de tropeço para o homem, pois a maneira como está vestida pode despertar no coração dele a concupiscência, a luxúria, a cobiça, desejos e pensamentos ilícitos, e isso pode faz com que ele peque. O homem que cobiça uma mulher está pecando (Mateus 5.28), mas se o que levou o homem ao pecado foi a forma como a mulher estava vestida, então ela também foi culpada, pois serviu de pedra de tropeço para ele.

’’Qualquer homem que cobiçar você sexualmente, terá que encarar a Deus pelo seu adultério mental. Mas você vai ter que responder a Deus se você o provocou, pela forma como você está vestida’’.- Al Martin

Isso deve ser levado muitíssimo a sério pelas mulheres que fazem profissão de servir a Cristo, pois sendo nós servas de Deus, temos de nos vestir de maneira digna, pura e santa, a fim de glorificarmos a Deus e não trazermos vergonha e escândalo ao evangelho; sendo a Bíblia a nossa única regra de fé e prática, temos de nos atentar para o que ela diz sobre como nós, mulheres, temos de nos vestir, e assim obedecê-la em todos os seus princípios e ensinamentos. Mulheres levadas pela onda do feminismo não suportam ouvir algo do tipo, já que defendem ter o direito de fazer o que bem intenderem de seus corpos. O lema delas é: ''meu corpo, minhas regras!'', e tendo por base essa afirmação, sentem-se livres e a vontade para fazer o que quiserem dos seus corpos; e não se importando com o respeito, pudor, decência, modéstia e pureza, acabam por desonrar a si próprias e ao Deus que as criou, trazendo sobre si mesmas a ira de Deus por  viverem na desobediência. 

É importante deixar claro que  quando uma mulher está vestida decentemente e mesmo assim é cobiçada por um homem, então, somente ele pecou.

Lembrando que isso não serve apenas para as mulheres, serve também para os homens; tanto homens como mulheres que fazem profissão de servir a Deus tem a responsabilidade de se manterem puros e nunca devem despertar desejos ilícitos no sexo oposto, não exclusivamente nessa área, mas em todas as outras. Não podemos ser má influência para ninguém e nem servir de instrumento para pôr coisas pecaminosas diante dos outros.

Como cristãos temos de viver de maneira santa e irrepreensível no mundo (1 Pedro1.15-23), se vivermos como a palavra nos ensina, seremos uma bênção na vida das pessoas; mas se vivermos o oposto, estaremos pecando e fazendo um desserviço ao Reino dos céus. É claro que não somos plenamente perfeitos, mas Deus, através da Sua Palavra e do Seu Espírito nos lava e guia nossas vidas, nos possibilitando assim viver da maneira que Lhe agrada.

Agora vamos refletir nos versículos 8 e 9 de Mateus 18

‘’Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.  E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.’’ (Mateus 18:8,9)

Ao falar isso, Jesus não estava fazendo apologia à mutilação física, Ele estava apenas fazendo uso de uma simbologia. O que Jesus ensina nessa passagem é que devemos abolir de nossa vida tudo o que nos leva a pecar; e fazer isso pode ser muito difícil e doloroso. Jesus disse que se um dos nossos membros nos faz pecar, devemos arrancá-lo (simbolicamente). Pensa como pode ser difícil ficar sem um olho, ou sem uma perna, é difícil porque esses membros integram o nosso corpo, fazem parte de nós e todos eles são importantes. Mas, se um deles nos leva a pecar, devemos ''arrancá-lo'', porque "é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no inferno" ( Mt. 5.29).

De fato devemos eliminar, cortar e excluir da nossa vida tudo o que nos leva a cometer pecado, e isso é para o nosso próprio bem. Sendo assim caro leitor, se existe algo em sua vida que te leva a pecar, faça o que Jesus ensinou.

Vamos dar mais um exemplo. Milhares de jovens e adultos na atualidade, inclusive muitos cristãos, são viciados em pornografia, e muitos até pedem ajuda em oração. Só que há uma coisa, Jesus não disse para orarmos pelo problema que nos faz pecar, pelo contrário, Ele disse: "Corta-o"; isso é uma ação radical. 

Nessa era moderna em que vivemos, com toda essa tecnologia fica fácil de visualizar pornografia, principalmente por meio da tevê e internet. Com toda essa facilidade muitos não conseguem resistir ao pecado e pedem oração, mas eles mesmos não fazem nada para evitar que caiam em pecado. Mas quem de fato deseja vencer esse vício deve orar e agir. Em termos práticos o que se deve fazer? Se não tiver jeito faça o seguinte: arranque sua internet por algum tempo, cancele a TV a cabo; exclua todas as fotos e vídeos pornográficos armazenados no seu celular e, se for preciso, troque-o por  um aparelho mais simples, por um que somente receba e faça ligações. O importante é acabar com todos os meios que possibilitam visualizar pornografia. Difícil e radical, não é? Mas é dessa forma que se deve fazer - cortar, abolir, arrancar do seu corpo o membro que te leva a pecar. 

O que disse o apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo quando o exortou sobre as paixões da mocidade? Ele disse: Foge! Simplesmente fugir. Paulo não disse para Timóteo orar e resistir, mas sim fugir, correr dos desejos da mocidade. É claro que é necessário orar, mas não adianta apenas orar e deixar ser levado pelos intensos desejos carnais, o certo é fugir!

Isso também serve para os relacionamentos. Se o teu namorado(a) ou amigos te fazem errar de maneira constante e proposital, corte o relacionamento; é melhor ficar sem namorado (a) e amigos do que ir com eles para o inferno. Se você já pregou Cristo a eles e os alertou sobre o perigo e engano do pecado, porém mesmo assim, conscientes de que estão no erro, insistem em viver segundo a ordem desse mundo, afaste-se deles. Saiba que fazer isso não será fácil, será como arrancar um dos membros do teu corpo. Mas como diz as Escrituras: é melhor que você entre na vida sem um dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado no inferno.

O pecado não faz parte da vida do verdadeiro Cristão. Quem se professa cristão, mas vive na prática do pecado, pecando prazerosamente nas mesmas coisas todos os dias e em todos os momentos sem se arrepender, não conhece a Deus (1 João 3.6). Quando digo que o pecado não faz parte da vida do verdadeiro cristão não estou sugerindo que crentes genuínos não pecam, é claro que pecam, como diz o apóstolo João: Se declararmos que não temos pecado algum enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós'' (1João 1.18).

O que quero dizer é que o Cristão verdadeiro e fiel a Deus não vive na prática do pecado fazendo deliberadamente o que desagrada a Deus. Bem diferente de um não regenerado, o cristão genuíno não tem prazer no pecado e quando, por acidente, peca, ele se arrepende, chora e busca em Deus o perdão, assim como fez o rei Davi quando caiu em declínio (Leia o Salmo 51).

Por fim, faça um auto exame e se tiver algo em sua vida que te leva a errar ou que leve outras pessoas a errar, faça o que Jesus ensinou, arrancado da sua vida tudo o que te induz ao erro. Não hesite, pois se você não fizer isso e preferir ficar com o que te leva a cometer pecado contra Deus e contra o próximo, então terás de suportar as consequências da tua escolha por toda a eternidade.

Priscila Gomes

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Olhando para Jesus

‘’Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos'' (Hebreus 12.1-3)

O texto supracitado fala sobre perseverança. Perseverança significa ‘’ser constate’’, ‘’permanecer’,’ continuar firme’’.  Guarde bem a definição dessa palavra.  Antes de começar essa reflexão, saibam que a carta aos Hebreus é na verdade uma carta de exortação que foi escrita para uma comunidade de cristãos hebreus que estavam desanimados e sentindo-se tentados a abandonar a fé em Jesus Cristo por causa das perseguições que estavam sofrendo. E devido àquelas circunstâncias difíceis de perseguição, aqueles cristãos cogitavam em abandonar a fé cristã para voltar para o conforto da sua antiga religião - o judaísmo. 

E foi por isso que o autor escreveu essa carta, a fim de animar e exortar àqueles cristãos a continuarem firmes na fé, apesar de toda aquela perseguição que estavam sofrendo. Uma verdade que foi  deixada bem clara na carta aos Hebreus (verdade essa que nós devemos prestar bastante atenção) é que é muito perigoso retroceder, ou seja, abandonar a fé. É perigoso porque uma vez que fomos iluminados por Deus para compreender o evangelho e receber a salvação, aí de nós se voltarmos atrás, porque se retrocedemos, retrocedemos para a nossa própria perdição e ruína. Portanto, já que é assim, se em algum momento na sua caminhada cristã você se sentir tentado a voltar atrás, lembre-se disso: quem se aparta do Deus vivo certamente perecerá. (Leia Hebreus 10.39).

A vida cristã é como se fosse uma corrida, e tal como em uma corrida, só ganha o prêmio quem corre até o fim. Não adianta correr somente até à metade ou parar para descansar em frente a linha de chegada. Para subir no pódio é preciso concluir a corrida, mesmo cansado e ofegante! Da mesma forma é na vida cristã, a coroa da vida está reservada somente para aqueles que, com a graça de Deus, são fieis e seguem nessa jornada sem desfalecer, perseverando até o fim.  (Apocalipse 2.10).

O apóstolo Pedro em sua carta diz que somos como peregrinos e forasteiros neste mundo (1 Pedro 1.1; 2.11), isso significa que esta terra a qual estamos não é o nosso lar definitivo, pelo contrário, aqui estamos apenas por um curto período de tempo. Assim como o povo de Israel foi peregrino no deserto em direção à terra prometida – Canaã – assim somos nós aqui neste mundo, estamos seguindo em direção ao nosso lar eterno. ‘’ Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir’’ (Hebreus 13. 14). É certo que durante a nossa jornada para o céu muitas lutas e perseguições nos sobrevirão, e principalmente para aqueles que desejam viver piedosamente no Senhor: ''E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições'' (2 Timóteo 3.12). 
Mas o que fazer quando as lutas e perseguições, por causa do evangelho, cruzarem nosso caminho? Devemos perseverar, seguindo adiante e sofrendo as aflições como um bom soldado de Cristo (2 Timóteo 2.3); é preciso ser constante e manter-se firme no caminho estreito, pois é este Caminho (Cristo) que conduz à vida.

Infelizmente vemos uma quantidade enorme de cristãos deixando de perseverar na fé por causa das muitas dificuldades. Nenhum cristão deveria estranhar o fato de sofrer por causa do evangelho, até porque Jesus deixou claríssimo que no mundo os seus seguidores sofreriam tribulações (Mateus 10.18; 22; 24.9; João 16.33).

Muitos deixam de perseverar e de olhar para Cristo simplesmente porque se deixam embalar com as coisas desta vida: com o pecado, com as concupiscências, com o mundanismo... Todas essas coisas contribuem para tirar o nosso foco de Cristo, o nosso Salvador; e sem falar nos embaraços que são todas as coisas que pensamos não ser pecado ou que achamos que não tem ‘’nada haver’’, mas que na verdade prejudicam o nosso progresso na fé quando as valorizamos em demasia. Os embaraços são prejudiciais e fazem com que fiquemos para trás na corrida da fé. Tomemos cuidado!

O Diabo, nosso adversário, trabalha ininterruptamente para tentar destruir a nossa fé em Deus. Conforme diz a Bíblia, ele está ao nosso derredor, como leão, buscando a quem tragar (1 Pedro 5.8).  O maior desejo dele é fazer-nos desviar do caminho; é por isso que somos exortados a vigiar e não dar lugar a ele ( Efésios 4.27). Mas isso só é possível quando mantemos um relacionamento correto com Deus, a vigilância, uma vida de oração e a meditação nas Escrituras.

No versículo 2 de Hebreus 12 diz ’Olhando para Jesus, autor e consumador da fé’’. Muitos têm retrocedido na fé porque deixaram de olhar para Cristo. Quando começamos a nos envolver com as coisas dessa vida e quando nos preocupamos demasiadamente com coisas temporais, a nossa visão espiritual começa a se ofuscar de tal maneira que começamos a perder o foco em Cristo; e quando perdemos o foco Dele a nossa vida começa a desmoronar e assim perdemos a motivação e o ardente desejo de continuar a perseverar.

É por isso que precisamos manter os olhos fixados em Jesus, pois somente Ele é a nossa força e o nosso exemplo supremo de perseverança em meio ao sofrimento, de oração, de confiança em Deus, etc. Nós cristãos estamos militando a milícia da fé, e a Escritura diz que ninguém que milita se embaraça com as coisas dessa vida ( 2 Timóteo 2.4). Sendo assim, quem de fato almeja terminar a carreira que nos está proposta (Hebreus 12.1), entrar no céu e receber a imarcescível corroa de glória ( 1 Pedro 5.4), precisa se abster de todas as coisas que atrapalham o progresso na vida cristã.

Como diz o autor de Hebreus (que por sinal é anônimo): ''Deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com PACIÊNCIA a carreira que nos está proposta, OLHANDO PARA JESUS, autor e consumador da fé''. (Heb.12.1)

Lembre-se sempre que o caminho que conduz à vida é estreito e apertado, mas mesmo assim,  não podemos recuar, pois se recuarmos é para a nossa própria perdição e desgraça eterna. Como escaparemos nós se negligenciarmos uma tão grande salvação? (Hebreus 2.3). O único que pode salvar da maldição e perdição eterna é Jesus Cristo, e fora Dele não há salvação; além Dele não existe nenhum outro salvador. Sendo assim, se O negligenciarmos, para onde iremos nós? Só Ele tem a Palavra de vida eterna (João 6.68). Portanto se você já pôs a mão no arado, prossiga! Siga avante olhando para Cristo! Tire seus olhos do mundo e fite-os em Cristo. Confie Nele e siga em frente!

''...Quando enfim tu largares a cruz, Jesus te coroará; com santo gozo em glória e luz te consolará. Esquecerás teus lidares, tribulações e pesares, quando no céu desfrutares perfeita paz'' (Harpa cristã, 394)


Priscila Gomes

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Prepare-se para dias maus

Queridos irmãos, 
Enfim, faltam apenas alguns dias para o término desse ano, e como os anos anteriores, este não foi um ano fácil. Alegrias e tristezas, risos e choros permearam nossa vida ao longo desse ano. Até mesmo para nós, servos(as) de Deus não foi fácil; e sem querer ser pessimista, digo que 2018 também não será um ano de facilidades. Temos de ser realistas, a situação do mundo está crítica; as coisas se tornam piores a cada dia que passa e, para bilhões de pessoas, quanto mais o tempo passa, mais se esvai a esperança de um mundo melhor. As coisas deveriam melhorar, mas ao invés disso, piora. 

Mas por quê? O que está acontecendo? O que está acontecendo com as pessoas, que a cada dia se tornam mais depravadas, perversas, imorais e inimigas de Deus? O que está acontecendo com o mundo? A resposta obvia é: Pecado. O pecado está por trás de todas as más ações do homem e isso reflete em tudo o que ele faz; o pecado corrompeu a nossa natureza. Sim, é tudo por causa do pecado. O homem virou as costas para Deus, se rebelando e buscando seguir o seu próprio caminho. O pecado corrompeu a natureza humana de tal forma que: ‘’Não há um justo, nem um sequer.’’ (Romanos 3.10).

A verdade é que todos nós somos herdeiros do pecado original, o pecado está arraigado em nossa natureza humana. Todos os seres humanos, desde o ventre, são pecadores (Salmos 51.5). A nossa natureza humana caída, de forma alguma, deseja a Deus; pelo contrário, ela se deleita em prazeres  réprobos que o Deus Santo e Justo, abomina. Mas louvado seja o nome do Senhor, pois Ele, desde a eternidade (Efésios 1.4), escolheu soberanamente um povo e  os predestinou, chamou e justificou (Romanos 8.30), e através do Seu Santo Espírito, os regenerou para uma nova vida em Cristo Jesus. 

Porém, aqueles que se encontram mortos em seus delitos e pecados, permanecem escravos do pecado e do Diabo e completa sujeição a ele. A maioria dos nossos governantes, infelizmente, se encontra nesse perigoso estado de rebeldia e aversão ao Deus revelado nas Escrituras Sagradas. Tudo o que eles fazem não é para beneficiar o povo, mas sim para beneficiar a si mesmos. A sede pelo poder, o amor ao dinheiro e a torpe ganância tem levado muito deles à destruição e à ruína total. De fato, a Palavra imutável de Deus não erra jamais, confira lá em 1 Timóteo 6.9-10.

Por causa disso não podemos jamais colocar a nossa esperança em governo humano: presidentes, governadores, etc. Eles são homens falhos, pecadores, depravados, e sem falar que a grande parte desses homens odeia a Deus, odeia a Bíblia, odeia o Cristianismo, e fazem tudo o que podem para acabar com os valores cristãos. 
O engraçado é que eles querem melhorar o mundo excluindo Deus e o evangelho! Mas isso é simplesmente uma tolice gigantesca, pois a única solução para os problemas do mundo é exatamente o que eles querem extirpar do mundo: O Evangelho de Cristo Jesus, o eterno filho de Deus. Somente o evangelho tem poder para mudar o homem de dentro para fora.

Já estamos vivendo o fim dos tempos e de uma coisa eu tenho plena convicção: as coisas não vão melhorar, antes, vão piorar assustadoramente dia após dia, ano após ano. Antes de gloriosa vinda de Cristo ao mundo para arrebatar a sua igreja, alguns eventos descritos nas Escrituras precisam acontecer. Se você, querido leitor(a), ler Mateus 24, verás que algumas coisas já vem se cumprindo: terremotos em vários lugares, fomes, pestes, o amor se esfriando... Mas algo ainda pior está por vir, para ser mais específica, refiro-me a Grande Tribulação (sou pós tribulacionista, creio que a igreja passará pela tribulação). Na Grande tribulação a Ira de Deus será despejada sobre os ímpios, mas a igreja será salva da Ira, pois a ira é destinada somente aos ímpios, todavia a igreja sofrerá perseguição por parte do Anticristo, tortura física e martírio, da mesma forma que nossos irmãos da igreja primitiva e do I século sofreram por não negarem a fé.

Diante de tudo o que estamos vivendo precisamos, mais do que nunca, acordar e viver sobriamente, a Palavra diz: ‘’Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus’’. (Efésios 5:15,16)

Precisamos estar preparados para o que está por vir. Independentemente da sua visão escatológica, não há prejuízo algum em se preparar para a Grande Tribulação. É claro que seria muito bom se Cristo nos arrebatasse antes, porém não será assim, portanto, prepare-se! As coisas irão se apertar a cada dia e quem mais irá sofrer será o povo de Deus. O Diabo está irado e como ele não pode destruir o Messias, ele se voltou contra o povo do Messias: Nós, a igreja, os eleitos. Será difícil para nós sim, mas, onde está a nossa esperança? Em Cristo, nosso Alto Refúgio Eterno.

Somos tentados a temer diante do futuro, mas a Palavra nos conforta. Nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8.38-39). E já que é assim, regozijemo-nos e alegremo-nos, pois não precisamos temer o mal. Aqui neste mundo somos peregrinos, nosso lar não é aqui. Estamos andando na contramão do mundo nessa estrada em direção ao Céu, portanto, vamos bater de frente com as aflições, tribulações, perseguições, angústias e choros. Não obstante, temos de ter algo em mente: tudo nesse mundo é transitório, tudo o que nos faz chorar nessa vida vai passar. Em breve estaremos na eternidade com o nosso Amado, desfrutando eternamente da sua inefável companhia e deleitando-se em Seu terno e puro amor; junto com todos os santos de todas as eras, nossos irmãos, que foram igualmente salvos pela soberana graça de Deus, desfrutaremos de toda plenitude da paz, do amor e da alegria. O lugar a qual o nosso Pai preparou para nós, seus amados filhos, é absolutamente livre de pecado e de todo mal. Ah, que a nossa alma possa desejar ardentemente este lugar!  

Mas, enquanto estamos aqui, precisamos pacientemente exercitar a perseverança. É preciso continuar seguindo em frente nessa jornada de fé, agarrados em Deus e com o coração firmado na Palavra, sem deixar para trás a inabalável convicção que o Deus Soberano, que reina sobre tudo e todos, está conosco. Confiemos na Soberania de Deus.

......

Obs: Amo, amo, amo, os louvores da Harpa Cristã, deixarei para você meditar a letra de um dos meus preferidos.

Bem-Aventurança do Crente
Harpa Cristã, n° 126
  
Bem-aventurado o que confia
No Senhor, como fez Abraão;
Ele creu, ainda que não via,
E, assim, a fé não foi em vão.
É feliz quem segue, fielmente,
Nos caminhos santos do Senhor,
Na tribulação é paciente,
Esperando no seu Salvador.

Os heróis da Bíblia Sagrada,
Não fruíram logo seus troféus;
Mas levaram sempre a cruz pesada,
Para obter poder dos céus,
E depois, saíram pelo mundo,
Como mensageiros do Senhor,
Com coragem e amor profundo,
Proclamando Cristo, o Salvador.

Quem quiser de Deus ter a coroa,
Passará por mais tribulação;
Às alturas santas ninguém voa,
Sem as asas da humilhação;
O Senhor tem dado aos Seus queridos,
Parte do Seu glorioso ser;
Quem no coração for mais ferido,
Mais daquela glória há de ter.

Quando aqui as flores já fenecem,
As do céu começam a brilhar;
Quando as esperanças desvanecem,
O aflito crente vai orar;
Os mais belos hinos e poesias,
Foram escritos em tribulação,
E do céu, as lindas melodias,
Se ouviram, na escuridão.

Sim, confia tu, inteiramente;
Na imensa graça do Senhor;
Seja de ti longe o desalento
E confia no Seu santo amor.
Aleluia seja a divisa,
Do herói e todo o vencedor;
E do céu mais forte vem a brisa,
Que te leva ao seio do Senhor

- Priscila Gomes

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

As Escrituras Sagradas - única regra de fé e prática para a igreja

Somente a Escritura Sagrada é a única regra de fé e prática para a vida da igreja. Nos dias atuais, infelizmente, não poucas denominações têm sido guiadas e dirigidas não pela santa Palavra de Deus, mas sim pela cultura, costumes e ideologias humanistas desse mundo vil. Diversos líderes e pastores, com medo de perderem seus membros, seguem apelando para outros elementos, além das Escrituras, com o intuito de mantê-los fixos em suas igrejas. Concordo plenamente com a fala do pregador puritano Charles Spurgeon: 
 “O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo"

Parece que para muitos pastores e líderes dos dias atuais a Bíblia perdeu a sua eficácia; somente as Escrituras para eles já não é mais suficiente para salvar o pecador, ao contrário, precisa-se incrementar outros meios para chamar pecadores ao arrependimento. Mas a verdade é que nunca haverá conversão verdadeira se a Palavra não for pregada e ensinada com fidelidade. O único meio eficaz para converter o pecador é a fiel pregação da Palavra de Deus, não existe outro modo.

A declaração de Cambridge diz: 
''A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para a nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado''.

Não são poucos os que negam as Santas Escrituras alegando que ela perdeu o seu valor, visto estarmos vivendo tempos modernos e, sendo assim, seus ensinamentos e princípios já não se aplicam mais aos dias contemporâneos. Porém, esse conceito está definitivamente errado, pois sendo a Palavra de Deus imutável, ela não muda nunca e jamais perderá o seu valor; e as verdades das escrituras serão sempre absolutas, aceitando o homem ou não. O que era pecado a milhares de anos atrás continua sendo pecado hoje e continuará sendo nos séculos vindouros.

Falando agora sobre os livros da Bíblia, todos eles, desde o Antigo Testamento, com 39 livros, até o Novo, com 27, foram inspirados por Deus. Não negamos que a Bíblia foi escrita por homens falhos e pecadores como nós, porém tais homens, servos de Deus, foram inspirados pelo Espírito Santo para declarar e revelar a santa, perfeita e agradável vontade de Deus. ''Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo''. (2Pedro 1.21)

Os homens que escreveram a Bíblia foram apenas instrumentos nas mãos de Deus para escrever no papel a Sua vontade.

A Escritura é a infalível, inerrante, imutável e suprema Palavra de Deus, e quem a rejeita rejeita não aos homens, mas ao próprio Deus. O apóstolo Paulo disse em 1 Tessalonicenses 2.13: ''Tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, acolhestes, não como palavras de homens, mas de Deus''. E o nosso Salvador Jesus disse, em Mateus 10.20: ''não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai, quem fala por vós''. Portando, se é assim, quem rejeita a Palavra de Deus, rejeita o próprio Deus. 

A Confissão de Fé Batista diz o seguinte sobre as Sagradas Escrituras:
''A autoridade da Sagrada Escritura, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas provém inteiramente de Deus, sendo Ele mesmo a verdade e o seu autor. A Escritura, portanto, tem que ser recebida, por ser a Palavra de Deus''.

Nenhum livro existente no mundo se compara a Escritura. O único livro que tem o poder de transformar o pecador em uma nova criatura é a Bíblia Sagrada, o Livro do Senhor. Dependemos vitalmente da Palavra de Deus; porém, infelizmente, um número assustador de denominações tem se afastado das verdades centrais das Escrituras e estão dando ouvidos a heresias e a doutrinas de demônios. A cada dia que passa mais a apostasia cresce no meio evangélico; mas como nos alertou o apóstolo Paulo, isso é uma das marcas dos últimos dias.

Precisamos voltar às Escrituras Sagradas e permitir que ela somente guie e oriente nossa vida. A lâmpada para os nossos pés é a Palavra do Senhor (Salmos 119.105), portanto, se não queremos escorregar e desviar nossos passos do caminho que conduz à vida eterna, então, necessitamos seguir fielmente a Palavra de Deus.

Citando mais novamente a Confissão de Fé Batista sobre as Sagradas Escrituras:
''Pelo testemunho da Igreja de Deus podemos ser movidos e persuadidos a ter em alto e reverente apreço as Sagradas Escrituras. A santidade do assunto, a eficácia da doutrina, a majestade do estilo, a harmonia de todas as partes, o propósito do todo (que é dar toda glória a Deus), a plena revelação que faz do único meio de salvação para o homem, e muitas outras excelências incomparáveis e perfeição completa, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia serem elas a Palavra de Deus. Contudo, a nossa plena persuasão e certeza quanto à sua verdade infalível e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela Palavra e com a Palavra testifica aos nossos corações''.
8 Jo.16.13,14; 1Co.2.10-12; 1Jo.2.20,27  

 
E para finalizar, não deixe de meditar nos seguintes versículos:

''Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração''. (Hebreus 4.12)

''Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça'' (2 Timóteo 3.16).

 
Querido leitor cristão, deixe que a Palavra de Deus que é infalível, imutável e inerrante dirija a sua vida em todas as áreas, não a cultura nem as ideologias desse mundo mau e perverso.

-Priscila Gomes