domingo, 1 de janeiro de 2017

A Secularização da Igreja

Quero compartilhar com meus amados leitores um estudo de umas das lições bíblicas da CPAD. A lição é de 2005, mas nem por isso deixa de ser atual. Espero que esse estudo seja de grande proveito para todos, assim como foi para mim; e, que estejamos profundamente firmados e enraizados nas verdades do Evangelho, pregado por Cristo e os apóstolos, a fim de não sermos levados jamais pela onda do secularismo.

Boa leitura!

INTRODUÇÃO
O grande desafio que a Igreja enfrenta, nestes dias que precedem a volta de Cristo, é a pressão e o engodo do Secularismo sobre ela. A influência do mundanismo que se manifesta em forma de apelo, fascínio, mistura, prazer e imitação, resulta em perda dos valores e virtudes cristãs, no enfraquecimento e estagnação da Igreja. Nesse estado, a igreja torna-se uma mera organização eclesiástica, sem vida e sem o poder do Espírito Santo. Os fundamentos da fé se abalam e por fim desabam. Nos mais diferentes lugares, percebe-se a sutil e crescente infiltração do mundanismo na Igreja sob a forma de conceitos, comportamentos e práticas anticristãs.
Esta lição trata dessas manifestações cada vez mais evidentes, conhecidas como secularização ou mundanização da igreja. Entretanto, nada mais são do que um desvio da verdade, como advertiu Paulo a Timóteo sobre aqueles que contendem para perverter a fé dos ouvintes.

I. A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
1.  O que é secularização. A Secularização da Igreja é o modo como esta vive, age, acomoda-se aos padrões do mundo. Daí, pervertem-se os ensinos bíblicos, abandona-se o que é santo, utiliza-se a fé com fins escusos e adotam ideias contrárias à doutrina cristã. E, de repente, a santidade do espírito, alma e corpo não têm mais tanta importância; assim dizem os desviados secularistas: ''o que importa na pessoa é o coração''.

A expressão ''falatórios profanos'' (2Tm 2.16) identifica esse comportamento como fonte da impiedade no meio da Igreja. Pelo contexto da referida passagem, vê-se que os falsos mestres tinham pervertido a doutrina da ressurreição, como se esta fosse um fato já consumado (2Tm 2.18), e não uma esperança que se concretizará no dia do Arrebatamento da Igreja. Muitos se declaram cristãos, mas não são de Cristo (Mt 7.21-23; Fp 3.18,19). Isto é secularismo.
O secularismo torce ardilosamente a verdade de Deus e busca tornar a Igreja uma instituição corrompida e secularizada, adotando os costumes e modos de viver do mundo em todas as suas esferas: na família, no emprego, na escola, no lazer e em muitíssimas outras atividades e empreendimentos da massa humana.

II. AS CONSEQUÊNCIAS DA SECULARIZAÇÃO DA IGREJA
1. A perda de identidade. A primeira consequência da secularização da Igreja é a perda da identidade do crente, uma vez que a Igreja somos eu e você, resgatados que fomos por Cristo para sermos um povo peculiar.  Como escrevi em meu livro, A Transparência da Vida Cristã: ''Os emissários do Diabo transvestidos de bons religiosos seguem a mesma linha e não se furtam de usar linguagem astuciosa - ecumênica, para ser mais preciso - buscando defender a multiplicidade religiosa, a qual nada mais é do que a repetição da velha ideia de que todos os caminhos levam a Deus''. Nesse emaranhado, a identidade cristocêntrica é prejudicada (Mt 7. 21-23).

2. A Valorização da forma ao invés do conteúdo. Alegando ''atividade cultural'' e ''folclórica'', há templos evangélicos em cujos pátios vê-se rodas de capoeira e ensino de bloco carnavalesco, enquanto no santuário, no chamado ''louvorzão'', entram em cena os ''trenzinhos'' e outras abominações. A linguagem mântrica está sendo empregada pelos ''animadores de palco'' e até elementos do judaísmo aparecem em conjunto com a liturgia cristã. É a secularização do culto evangélico para agradar os que rejeitam os preceitos normativos de vida revelados nas Escrituras. Isto significa valorizar a forma em detrimento do conteúdo.

3. A Inexistência de compromisso bíblico. É a terceira lastimável consequência. Enquanto a Reforma Protestante recolocou as Sagradas Escrituras no seu lugar de autoridade e honra, o secularismo na Igreja faz da Palavra um mero acessório. A melhor pregação, hoje, em certos auditórios ( o termos ''igreja'' está sendo evitado por eles), não é a expositiva, que prima pela exegese no desenvolvimento da mensagem da parte do Senhor. O que mais se ouve são frases de efeito, mas sem conteúdo para a alma. Podem causar até emoção, no entanto, não falam à razão e ao entendimento do ouvinte. Ver 1 Co 14.20.
São palavrórios incoerentes, a respeito das quais a Bíblia nos adverte como nos versículos 14,16,17, 23 e 24 de 2 Timóteo 2. É a pregação descartável. O certo é jogá-la fora. São muitos os que, nestes tempos de conformação da igreja com o mundo, de modernismo eclesiástico, de entrosamento da carne entre os crentes e de esfriamento espiritual, saem do culto decepcionados e clamando em espírito, ''Aviva, ó Senhor, a tua obra'' (Hc 3.2). Esse avivamento espiritual deve começar por nós individualmente, como clamou Davi no Salmo 119. 107: ''Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua Palavra''.

III. COMO COMBATER A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA.
1. Pôr em prática o primado da palavra. Primazia total da palavra, em tudo, na igreja. Todos os crentes devem pelejar por isso.  O texto bíblico da leitura em classe é incisivo: o obreiro precisa manejar bem a palavra da verdade. (2 Tm 2.15). A expressão ''manejar bem'' é no original : cortar em linha reta; corretamente, no sentido de ensinar a verdade bíblica de forma direta e correta. A Palavra deve ser ministrada ao povo a tempo e fora de tempo (At 6,4; 8.25; 11.11 2.24; 2 Ts 3.1). Só a primazia da Palavra em tudo, e igualmente a sua valorização no púlpito, na congregação e na vida particular de cada um, pode conter o avanço da secularização da Igreja.

2. Priorizar e manter sempre o fundamento do evangelho. Não podemos perder de vista a grande verdade da fé: o fundamento do evangelho é inalterável. Paulo ressalta na segunda carta a Timóteo três características deste alicerce: a) o Senhor conhece os que são seus; b)  aqueles que lhe pertencem confessam o nome de Cristo e, c) os servos fieis apartam-se da iniquidade (2.19).  Esses são considerados vasos de honra para a glória de Deus (vv. 20,21). Todavia, mesmo aqueles que têm sido instrumentos para desonra, descritos como vasos de madeiras e de barro, são chamados ao arrependimento, a fim de que não sirvam mais ao mundo, desprendam-se dos laços do diabo e voltem à verdade do evangelho (vv. 24-26).

CONCLUSÃO
 Obreiros em geral, pastores, dirigentes, líderes da igreja, e todos os crentes: fechemos as portas à maléfica e traiçoeira secularização. Priorizemos o primado da Palavra na igreja. Estejamos vigilantes contra as sutilezas malignas que tentam introduzir-se no meio dos fieis e valorizemos os princípios bíblicos em nossa vida como uma forma de conter o mundanismo.

Fonte: Lições do 4° Trimestre de 2005
Comentário: Geremias do Couto
Lição n° 11

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